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Filosofo francês Edgar Morin morre aos 104 anos e deixa legado ao denunciar holocausto de Israel contra os palestinos
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Filosofo francês Edgar Morin morre aos 104 anos e deixa legado ao denunciar holocausto de Israel contra os palestinos
Filósofo francês, já centenário, fez duras críticas ao conflito no Oriente Médio, classificando a ação israelense como uma reprodução histórica de violência

Foto: Reprodução/Redes sociais
O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos, consolidando o fim de uma das trajetórias intelectuais mais influentes do século 20. A morte foi confirmada por pesquisadores próximos a Morin, Nelson Vallejo-Gomez e Alfredo Pena-Vega, além de instituições associadas ao pensador, como a Multiversidad Mundo Real Edgar Morin e o Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin. Ainda não há informações sobre a causa ou o local do falecimento.
Mesmo após os 100 anos, o pensador manteve presença ativa no debate politico. Em um de seus posicionamentos mais recentes, voltou-se ao conflito no Oriente Médio ao denunciar o que classificou como uma lógica de desumanização na ação de Israel contra os Palestina. No texto “Israel-Palestina: O Câncer”, afirmou que “os judeus, que foram vítimas de uma ordem impiedosa, impõem sua ordem impiedosa aos palestinos”, em uma crítica contundente à reprodução da violência histórica, denunciou o holocausto de Israel contra os palestinos.
Nascido em Paris, em 1921, Morin participou com 21 anos de idade da Resistência Francesa em 1942, durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial, experiência que marcaria profundamente sua visão de mundo. Foi nesse percurso que desenvolveu o conceito de pensamento complexo, uma abordagem que rejeita explicações simplificadoras e defende a interdependência entre diferentes áreas do saber.
Autor de mais de 30 livros, Morin construiu uma trajetória marcada pela reflexão sobre o conhecimento, a educação e a condição humana. Títulos como "Os sete saberes necessários à educação do futuro", "A cabeça bem feita" e "O método" representam sua proposta de superar a fragmentação do saber, articulando ciência, filosofia, política e cultura.
Reconhecido internacionalmente, Edgar Morin deixa um legado intelectual que atravessa gerações e fronteiras, influenciando especialmente o campo da educação e das ciências humanas. Sua obra permanece como referência para compreender a complexidade do mundo contemporâneo e os desafios de compreender o comportamento humano.
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