
Internacional
China reafirma apoio à soberania brasileira e amplia aproximação
Declaração foi feita durante encontro em Pequim e ocorre em meio a ameaças tarifárias dos Estados Unidos

Foto: Ricardo Stuckert / PR
A China reafirmou nesta terça-feira (2) apoio à soberania, à independência e à autonomia do Brasil durante o Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, realizado em Pequim. Em comunicado divulgado pelo Conselho de Estado chinês, o país asiático também manifestou interesse em ampliar a cooperação com o governo brasileiro e com outras nações da América Latina.
A sinalização ocorre em um momento de aproximação entre Brasília e Pequim, em meio às ameaças dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros que não sejam considerados estratégicos para o mercado norte-americano.
Durante o encontro, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que seu país está disposto a aprofundar as relações com os países latino-americanos e caribenhos. Segundo ele, a China tem sido uma parceira confiável da região e pretende expandir iniciativas conjuntas em diferentes áreas. O chanceler chinês também declarou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania nacional, da sua capacidade de decisão independente e de seus objetivos de desenvolvimento.
Wang Yi defendeu ainda o fortalecimento da parceria entre os dois países para enfrentar desafios internacionais e ampliar a cooperação entre as nações do chamado Sul Global. O ministro citou a intenção de ampliar intercâmbios e projetos conjuntos nos setores de cultura, educação, turismo, esportes, juventude, comunicação e cooperação entre governos locais.
O representante chinês também ressaltou a importância da articulação entre Brasil e China em organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brics. Segundo ele, os dois países podem atuar em conjunto na construção de um sistema internacional mais equilibrado e representativo.
Representando o governo brasileiro no encontro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e a coordenação diplomática entre os dois países. O chanceler brasileiro também reiterou o compromisso do Brasil com o princípio de "Uma Só China", posição que reconhece Taiwan como parte do território chinês.
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