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Internacional
Rússia diz que seguirá com ataques e acusa Ucrânia de não querer negociações
Kremlin afirma estar aberto ao diálogo, mas rejeita ultimatos; declaração ocorre após nova onda de ataques entre os dois países

Foto: Agência Efe/Folhapress
O governo da Rússia afirmou nesta sexta-feira (19) que manterá os ataques aéreos contra a Ucrânia e acusou Kiev de não ter interesse em buscar uma solução negociada para o conflito. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante entrevista coletiva em Moscou.
"Os ataques aéreos russos contra a Ucrânia continuarão. A política da Ucrânia não busca negociações", declarou.
Peskov também reconheceu que as forças ucranianas têm conseguido realizar ataques com drones contra Moscou e disse que as autoridades russas trabalham para minimizar os impactos dessas ofensivas.
Ao comentar as manifestações de líderes europeus durante a cúpula do G7 em apoio ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e as discussões sobre novas sanções contra Moscou, o porta-voz criticou os países do continente.
"A Rússia está aberta ao diálogo com os europeus, mas não aceitará ultimatos", afirmou. Segundo ele, os governos europeus seriam "estúpidos ou incompetentes" se acreditam ser possível negociar com Moscou a partir de uma posição de força.
Novos ataques marcaram quinta-feira
As declarações ocorreram um dia após uma troca de ataques entre Rússia e Ucrânia. Na quinta-feira (18), drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo em Moscou pela segunda vez na semana, provocando uma densa coluna de fumaça e afetando o funcionamento do principal aeroporto da capital russa.
Segundo autoridades russas, os sistemas de defesa derrubaram 555 drones em todo o país, sendo 180 deles na região de Moscou. Além da refinaria, um prédio residencial, uma instalação industrial e diversas casas sofreram danos.
Ao mesmo tempo, Kiev voltou a ser alvo de mísseis balísticos russos. Autoridades da Ucrânia emitiram alertas aéreos para grande parte do território e informaram que uma pessoa morreu em um ataque com drone na cidade de Sumy, no nordeste do país.
No início da semana, outra ofensiva russa deixou dez mortos e provocou danos à Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mais antigos e importantes mosteiros cristãos da Ucrânia. Moscou negou ter atingido o local.
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