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Funeral de Ali Khamenei ocorre em datas de forte simbolismo religioso e político; entenda
Cerimônias fúnebres devem se estender por cidades religiosas do Irã e também pelo Iraque

Foto: Divulgação/farsi.khamenei
O corpo do aiatolá Ali Khamenei deve ser velado publicamente neste sábado (4), em Teerã, no início de uma série de cerimônias fúnebres previstas para ocorrer também em outras cidades do Irã e no Iraque. A despedida acontece em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel e marca um dos momentos mais delicados da República Islâmica.
A data também chama atenção pelo peso simbólico. O velório público ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos celebram 250 anos de independência, com grandes eventos e discurso do presidente Donald Trump. No Irã, a homenagem a Khamenei será realizada durante o mês islâmico de Muharram, período de forte significado para os xiitas.
Símbolo religioso
O Muharram é associado ao luto, à traição e ao martírio do Imã Hussein, morto no século VII e considerado uma das figuras mais importantes do Islã xiita. Segundo publicação na conta oficial de Khamenei no X, o caixão foi coberto com uma bandeira sagrada que já tremulou sobre o santuário de Hussein. Para o governo iraniano, a bandeira vermelha representa resistência, sacrifício e devoção à verdade.
Khamenei morreu em ataques dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia da guerra. As cerimônias começam neste fim de semana em Teerã e devem seguir, na próxima semana, por Qom e Mashhad, além de atos religiosos no Iraque. A programação reforça o caráter político e espiritual da despedida.
Sucessão no Irã
A morte de Khamenei e a chegada de seu filho, Mojtaba Khamenei, ao posto de terceiro líder supremo do Irã abrem uma nova fase na história do país. A transição ocorre em meio ao confronto com os principais adversários da República Islâmica e aumenta a atenção internacional sobre os próximos passos do regime.
Mojtaba ficou gravemente ferido no ataque que matou o pai e ainda não apareceu em novas imagens desde o início da guerra. Sua ausência pública amplia as dúvidas sobre a condução do poder no Irã, em um momento de forte tensão militar, religiosa e política no Oriente Médio.
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