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Ataque em Damasco deixa 18 feridos próximo de hotel onde Macron está hospedado

Internacional

Ataque em Damasco deixa 18 feridos próximo de hotel onde Macron está hospedado

Visita histórica do presidente francês à Síria é marcada por explosões em região central de Damasco e reforça preocupações com a segurança no país

Ataque em Damasco deixa 18 feridos próximo de hotel onde Macron está hospedado

Foto: Reprodução/X

Por: Metro1 no dia 07 de julho de 2026 às 09:14

Atualizado: no dia 07 de julho de 2026 às 09:15

Duas explosões atingiram a região central de Damasco, capital da Síria, na manhã desta terça-feira (7), nas proximidades do hotel onde está hospedado o presidente da França, Emmanuel Macron. De acordo com o governo sírio, ao menos 18 pessoas ficaram feridas, entre elas quatro policiais. Apesar do incidente, o Palácio do Eliseu informou que o presidente francês não correu riscos e manteve todos os compromissos previstos durante a visita oficial ao país.

As detonações ocorreram em uma área movimentada, entre o Ministério do Turismo da Síria e o Museu Nacional, próximo ao hotel Four Seasons.  A primeira explosão aconteceu pouco depois de o comboio presidencial deixar o hotel em direção ao palácio presidencial, onde Macron se reuniu com o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa. Até o momento, as autoridades não confirmaram qualquer ligação entre o ataque e a presença do líder francês.

As equipes de emergência foram mobilizadas para controlar um incêndio provocado pelas explosões, enquanto forças de segurança isolaram a área e iniciaram buscas para identificar os responsáveis. Mesmo diante do episódio, o governo francês informou que as explosões não foram percebidas pela comitiva presidencial e confirmou a manutenção da agenda oficial.

Após o encontro com Ahmed al-Sharaa, Macron publicou uma mensagem nas redes sociais reafirmando o apoio ao processo de reconstrução da Síria e à busca por estabilidade no país. O presidente francês destacou que encontrou uma população determinada a reconstruir uma nação "soberana, segura, pluralista e unida", sem fazer referência direta ao atentado.

A visita marca a primeira ida de um chefe de Estado de um grande país da União Europeia à Síria desde a queda de Bashar al-Assad, em 2024.