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EUA defendem solução diplomática com Irã, mas prometem responsabilizar Teerã por ataques
Representante norte-americana na ONU afirma que Washington segue aberto ao diálogo, mas cobra cumprimento de obrigações internacionais pelo governo iraniano

Foto: Divulgação/Pixabay
Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (10) que continuam defendendo uma solução diplomática para o conflito com o Irã, mas alertaram que o país será responsabilizado por ações consideradas uma ameaça à paz e à segurança internacionais.
A declaração foi feita por Tammy Bruce, representante adjunta dos Estados Unidos nas Nações Unidas, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ela, Washington espera que Teerã retome o cumprimento de suas obrigações internacionais e participe de negociações para um acordo definitivo.
"Esperamos que o Irã escolha voltar a cumprir suas obrigações e se engajar seriamente em negociações para alcançar um acordo definitivo", afirmou Bruce. Ela acrescentou que o diálogo permanece possível, mas ressaltou que os EUA consideram inviável negociar enquanto o Irã continuar descumprindo compromissos internacionais, incluindo ataques contra alvos civis.
A fala ocorre em meio à escalada das tensões entre os dois países. Nesta semana, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos após ações atribuídas ao Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump informou que Washington concordou em manter as negociações com Teerã, mas comunicou ao governo iraniano que o cessar-fogo previsto em um memorando de entendimento entre os dois países deixou de vigorar.
Durante a reunião da ONU, Tammy Bruce afirmou ainda que o Irã adotou, nos últimos dias, medidas que contrariam tanto o conteúdo quanto o espírito do entendimento firmado entre as duas nações. A representante norte-americana pediu que a comunidade internacional permaneça mobilizada em relação ao programa nuclear iraniano e reiterou que, na avaliação dos Estados Unidos, Teerã violou normas do direito internacional e resoluções do Conselho de Segurança.
"O presidente Trump prefere a paz e conclamamos os demais membros do Conselho a se unirem a nós na defesa dos instrumentos do Conselho de Segurança", declarou.
A posição dos Estados Unidos recebeu apoio de aliados. O representante da França na ONU, Jérôme Bonnafont, classificou como "inaceitáveis" os recentes ataques atribuídos ao Irã no Oriente Médio e afirmou que o governo francês seguirá trabalhando com parceiros internacionais para buscar uma solução diplomática duradoura que impeça o país de desenvolver armas nucleares.
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