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Escalada militar aumenta preocupações sobre o Estreito de Ormuz e o transporte global de petróleo

Foto: Canva Imagens
O Irã afirmou nesta segunda-feira (13) que realizou novos ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia. Segundo a Guarda Revolucionária, a ofensiva foi uma resposta aos recentes bombardeios americanos contra alvos iranianos e amplia a tensão no Oriente Médio.
Além da ação militar, Teerã voltou a ameaçar abandonar o acordo de paz firmado com Washington em junho. O governo iraniano afirmou que deixará de cumprir os compromissos assumidos caso os Estados Unidos também descumpram o tratado de cessar-fogo.
"Cada vez que a outra parte [EUA] deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumpriremos as nossas e continuaremos a agir dessa forma", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.
De acordo com a Guarda Revolucionária, a segunda fase da operação atingiu a base aérea de Sheikh Isa e instalações militares americanas em Juffair, ambas no Bahrein. Também foram alvo bases dos EUA no Kuwait. Na Jordânia, o grupo afirma ter utilizado mísseis e drones contra a base aérea Prince Hassan, provocando incêndios em depósitos de combustível e munição. Já em Omã, o ataque teria atingido um radar utilizado para monitorar embarcações.
No Bahrein, o Ministério do Interior confirmou que sirenes de alerta foram acionadas. Segundo a agência Associated Press, foi a segunda vez desde o início da atual retaliação iraniana que o país emitiu alerta para possível ataque com mísseis.
A nova ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões na região do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa parte significativa do petróleo comercializado no mundo. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em risco o acordo firmado em 17 de junho, que previa um cessar-fogo prolongado e a negociação de um tratado definitivo de paz.
Apesar da escalada militar, o governo iraniano informou que mantém conversas diplomáticas com Catar, Paquistão e Omã, países que atuam como mediadores, na tentativa de impedir uma retomada total do conflito.
Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificaram os bombardeios contra instalações militares iranianas. Apenas no sábado, mais de 100 alvos foram atingidos, segundo autoridades americanas.
Em resposta, o Irã anunciou o fechamento "por tempo indeterminado" do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais e iniciou ataques contra bases militares dos EUA na região. Washington contesta a informação e afirma que a rota marítima continua aberta, embora o tráfego de navios tenha sido fortemente reduzido.
Enquanto os confrontos prosseguem, representantes dos dois países também tentam negociar a continuidade do acordo de paz e a normalização da navegação em Ormuz. O presidente Donald Trump acusou o Irã de romper os entendimentos ao atacar embarcações comerciais durante as negociações. Já a Guarda Revolucionária sustenta que os navios atingidos representavam ameaça à segurança da região.
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