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Conflito se intensifica com novos ataques, bloqueio naval e ameaças de retaliação em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo

Foto: Reprodução/X
Os confrontos entre Estados Unidos e Irã ganharam um novo capítulo nesta quinta-feira (16), com ataques a alvos no Oriente Médio e o aumento da tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
Segundo a Reuters, forças norte-americanas atingiram um navio acusado de tentar romper o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos. De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), o petroleiro M/T Belma, de bandeira de Curaçau, seguia em direção a um porto iraniano quando foi interceptado. A embarcação estava vazia e, após a ação, deixou de seguir para o Irã, informou o comando militar em publicação nas redes sociais.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. Segundo o jornal New York Post, as Forças Armadas do Kuwait informaram que todos os drones enviados ao país foram interceptados. No Bahrein, o Ministério do Interior orientou a população a buscar abrigo em locais seguros.
A escalada ocorre dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o Estreito de Ormuz permaneceria aberto à navegação internacional, mas com a proibição da entrada e saída de embarcações iranianas ou ligadas ao Irã. O bloqueio naval passou a valer na terça-feira (14) e vem sendo fiscalizado pelas forças norte-americanas.
Desde então, autoridades iranianas intensificaram o tom das declarações. A Guarda Revolucionária afirmou, segundo a Reuters, que os Estados Unidos devem esperar o fechamento de outras rotas de exportação de petróleo e gás de interesse americano e de seus aliados, sem especificar quais corredores poderiam ser afetados.
Também nesta quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Internacionais e Jurídicos, Kazem Gharibabadi, afirmou que qualquer nova ofensiva militar contra o país será respondida. Segundo ele, nenhuma agressão contra o Irã ficará sem reação e eventuais ataques serão alvo de "golpes contundentes em retaliação".
O diplomata também afirmou que os Estados Unidos insistem em uma estratégia que, na avaliação do governo iraniano, está condenada ao fracasso.
O governo do Irã voltou a classificar o Estreito de Ormuz como uma "linha vermelha inviolável" e advertiu que poderá atacar instalações estratégicas na região do Golfo caso Washington amplie as ações militares contra a infraestrutura iraniana.
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