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Prefeito de NY diz avaliar possibilidade de prender Netanyahu durante visita à ONU

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Prefeito de NY diz avaliar possibilidade de prender Netanyahu durante visita à ONU

Zohran Mamdani afirmou que sua equipe analisa os limites legais para uma eventual ação contra o primeiro-ministro de Israel, que tem mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional

Prefeito de NY diz avaliar possibilidade de prender Netanyahu durante visita à ONU

Foto: Alan Santos/PR

Por: Metro1 no dia 18 de julho de 2026 às 17:01

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que sua equipe ainda avalia a possibilidade de prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele viaje à cidade para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para setembro.

Em entrevista ao programa The Interview, do jornal The New York Times, Mamdani declarou que considera que Netanyahu deveria responder perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, na Holanda. “Acredito que o primeiro-ministro Netanyahu deveria estar em Haia”, afirmou o prefeito.

O TPI emitiu, em novembro de 2024, um mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Israel e Estados Unidos, porém, não fazem parte do tratado que criou o tribunal.

Apesar da declaração, Mamdani afirmou que ainda não há uma definição sobre a existência de base legal para que a polícia de Nova York detenha um chefe de governo estrangeiro durante uma visita oficial.

“O que quer que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos, mas não vamos criar nossas próprias leis para esse fim”, disse.

Possível visita de Netanyahu

Benjamin Netanyahu é esperado em Nova York em setembro para participar da Assembleia Geral da ONU. Em 2024, durante sua viagem aos Estados Unidos para o mesmo evento, o primeiro-ministro israelense adotou uma rota alternativa para evitar o espaço aéreo de países europeus que reconhecem a autoridade do TPI.

Segundo registros de rastreamento de voo, a aeronave percorreu uma rota mais longa pelo Mar Mediterrâneo e pelo Estreito de Gibraltar, passando por áreas próximas à Grécia e à Itália, mas evitando países como França e Espanha.

Caso Netanyahu entrasse no território de um país signatário do Tribunal Penal Internacional, ele poderia estar sujeito ao cumprimento do mandado de prisão emitido pela corte.