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Keir Starmer deixa cargo de premiê e Andy Burnham assume governo do Reino Unido

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Keir Starmer deixa cargo de premiê e Andy Burnham assume governo do Reino Unido

Líder trabalhista formalizou a renúncia nesta segunda-feira (20) após menos de dois anos no cargo; sucessor foi confirmado pelo partido na última sexta (17)

Keir Starmer deixa cargo de premiê e Andy Burnham assume governo do Reino Unido

Foto: Reuters/Folhapress

Por: Metro1 no dia 20 de julho de 2026 às 10:38

Atualizado: no dia 20 de julho de 2026 às 10:40

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deixou oficialmente o cargo nesta segunda-feira (20), encerrando um governo de menos de dois anos à frente do país. A sucessão será assumida por Andy Burnham, confirmado na última sexta-feira (17) como novo líder do Partido Trabalhista.

Antes de seguir para o Palácio de Buckingham, Starmer fez um discurso em frente à residência oficial da Downing Street, em Londres, no qual agradeceu o período em que comandou o governo.

"Saio com elegância, com um sorriso e orgulhoso de tudo o que conquistamos", afirmou.

Ao passar o comando ao sucessor, Starmer também demonstrou apoio à nova liderança do partido. "Desejo-lhe todo o sucesso e ele tem meu total apoio", disse.

Posse segue tradição britânica

Após o pronunciamento, Starmer seguiu para o Palácio de Buckingham para apresentar formalmente sua renúncia ao rei Charles III. Na sequência, o monarca recebeu Andy Burnham para convidá-lo oficialmente a formar um novo governo, conforme prevê a tradição constitucional britânica.

No Reino Unido, o primeiro-ministro não é eleito diretamente pela população. Quando o chefe de governo renuncia, o partido que detém a maioria na Câmara dos Comuns pode escolher um novo líder para assumir o cargo, sem necessidade de convocação de novas eleições gerais.

Burnham promete combater inflação

Em seu primeiro discurso como líder do Partido Trabalhista, Andy Burnham negou divisões internas na legenda e afirmou que pretende governar para todas as regiões do Reino Unido.

Entre as prioridades anunciadas, ele defendeu um maior controle sobre os preços de bens essenciais como forma de conter a inflação, um dos principais fatores que desgastaram o governo de Starmer.

Renúncia ocorreu após crise política

Keir Starmer anunciou que deixaria o cargo em junho, após meses de pressão dentro do próprio Partido Trabalhista. Apesar de ter chegado ao governo com ampla maioria parlamentar, o premiê enfrentou forte queda de popularidade em razão da estagnação da economia, aumento de impostos, cortes de benefícios sociais e sucessivas crises políticas.

O governo também foi abalado por denúncias envolvendo o recebimento de presentes por integrantes da gestão e pela indicação de Peter Mandelson para a embaixada britânica nos Estados Unidos, apesar de seus vínculos conhecidos com Jeffrey Epstein.

O desgaste se refletiu nas eleições regionais realizadas em maio, quando o Partido Trabalhista sofreu uma derrota histórica. Diante da pressão de parlamentares da própria legenda, Starmer decidiu renunciar após 23 meses no cargo.