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Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio a rota do petróleo e elevam tensão no Oriente Médio

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Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio a rota do petróleo e elevam tensão no Oriente Médio

Decisão dos houthis pressiona preço do petróleo, ameaça comércio marítimo global e amplia risco de escalada do conflito na região

Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio a rota do petróleo e elevam tensão no Oriente Médio

Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Por: Metro1 no dia 21 de julho de 2026 às 11:25

Os rebeldes houthis, do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) o bloqueio de navios sauditas no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo. O grupo, apoiado pelo Irã, afirmou que a medida atinge embarcações ligadas à Arábia Saudita, maior produtora de petróleo da região.

O anúncio elevou a tensão no Oriente Médio e impulsionou o preço do barril do petróleo tipo Brent, que se aproximou de US$ 90, o maior valor registrado em um mês. Em 2026, a commodity já acumula alta de cerca de 45%.

O Estreito de Bab-el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e é responsável pela passagem de aproximadamente 9% do petróleo comercializado no mundo. Caso a rota permaneça bloqueada, os navios provenientes do Golfo Pérsico terão de contornar todo o continente africano, aumentando entre 10 e 15 dias o tempo de viagem e elevando os custos do frete marítimo.

A medida ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo mundial passava pelo Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã, outro ponto estratégico que também tem sido alvo de tensões militares.

Nos Estados Unidos, a alta do petróleo já começou a refletir no preço dos combustíveis. O valor médio do galão da gasolina voltou a atingir US$ 4, patamar que não era registrado desde meados de junho.

A escalada militar também prossegue em diferentes países da região. Durante o fim de semana, mísseis foram interceptados sobre a Jordânia, mas uma base aérea no país foi atingida, deixando três militares norte-americanos mortos. Dois deles foram identificados pelo Comando Central dos Estados Unidos como o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, e a soldada Isabella Gonzales, de 19 anos.

Bombardeios iranianos também atingiram o Bahrein e o Kuwait, aliados dos Estados Unidos. Em resposta às mortes dos militares, o presidente Donald Trump prometeu novos ataques contra o Irã.

Apesar da escalada, o secretário de Estado norte-americano afirmou que Washington continua aberto a negociações, mas disse que Teerã envia sinais contraditórios ao manifestar interesse em dialogar enquanto mantém ataques com mísseis e drones na região.