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França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos

Internacional

França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos

Medida prevê controle de idade, restrição de publicidade e fiscalização das plataformas digitais

França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 22 de julho de 2026 às 08:25

A França avançou na criação de uma idade mínima para o acesso às redes sociais. Na terça-feira (21), o Parlamento aprovou a proibição do uso dessas plataformas por menores de 15 anos. Com a medida, o país deve se tornar o primeiro da União Europeia a adotar uma restrição nacional desse tipo.

A proposta recebeu ampla maioria dos votos e contou com o apoio do presidente Emmanuel Macron, que deverá sancionar o texto. O governo pretende colocar as novas regras em prática no início do próximo ano letivo, em setembro. “Os cérebros de nossas crianças e adolescentes não estão à venda”, afirmou Macron em janeiro.

Proteção aos adolescentes

A legislação determina que as empresas adotem mecanismos para confirmar a idade dos usuários e impedir a criação ou manutenção de contas por crianças. A forma como essa verificação será realizada, porém, ainda não foi detalhada. “As emoções de nossas crianças e adolescentes não estão à venda nem devem ser manipuladas, nem por plataformas americanas nem por algoritmos chineses”.

O texto também proíbe anúncios que incentivem crianças a usar redes sociais, inclusive publicações feitas por influenciadores. As propagandas das plataformas deverão exibir o alerta: “Produtos perigosos para crianças menores de 15 anos.” A fiscalização ficará sob responsabilidade da Arcom, órgão francês que regula os setores audiovisual e digital.

Segundo a Arcom, franceses de 12 a 17 anos passam, em média, uma hora e 21 minutos por dia no TikTok. O órgão alerta que os sistemas de recomendação podem favorecer conteúdos mais “extremos” e expor adolescentes repetidamente a vídeos capazes de gerar ansiedade ou outros danos. Austrália, Reino Unido, Espanha, Grécia e Dinamarca também adotaram ou estudam restrições semelhantes.