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Ex-presidente venezuelano responde a acusações de narcoterrorismo e outros crimes; audiência está marcada para junho de 2027

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O juiz federal Alvin Hellerstein definiu que o julgamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro terá início em 1º de junho de 2027. A data foi estabelecida durante uma rápida audiência realizada nesta quarta-feira (22), em Nova York, cidade onde Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão presos.
Preso desde janeiro, após uma operação das forças especiais dos Estados Unidos em Caracas, Maduro responde a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e associação criminosa. Ele e Cilia Flores se declararam inocentes de todas as acusações.
O governo norte-americano acusa Maduro de corrupção e de conduzir políticas que contribuíram para o colapso da economia venezuelana. Washington também sustenta que houve fraude nas eleições presidenciais de 2018 e 2024 e, desde 2019, não o reconhece como presidente legítimo da Venezuela. Durante uma audiência realizada em 5 de janeiro, Maduro afirmou ser um "prisioneiro de guerra" e voltou a dizer que os Estados Unidos tentam derrubá-lo para ampliar o controle sobre as reservas de petróleo do país.
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