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Bombardeios dos EUA ao Irã chegam ao 12º dia seguido; Câmara libera novos recursos

Internacional

Bombardeios dos EUA ao Irã chegam ao 12º dia seguido; Câmara libera novos recursos

Comando americano afirma ter atingido instalações militares iranianas e diz que ações reduziram capacidade de ataques no Estreito de Ormuz

Bombardeios dos EUA ao Irã chegam ao 12º dia seguido; Câmara libera novos recursos

Foto: Comando Central dos EUA

Por: Metro1 no dia 23 de julho de 2026 às 07:40

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, na noite de quarta-feira (22), que concluiu a 12ª noite consecutiva de operações militares contra o Irã. Segundo o comando, os bombardeios atingiram instalações militares, estruturas marítimas, depósitos de mísseis e drones, sistemas de vigilância costeira e equipamentos de defesa aérea. De acordo com os militares americanos, as ações reduziram ainda mais a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais e civis.

O CENTCOM afirmou ainda que, ao longo do mês, dezenas de alvos militares em território iraniano já foram atingidos, enquanto o bloqueio marítimo ao país foi retomado. Atualmente, mais de 50 mil militares dos EUA permanecem mobilizados em diferentes pontos do Oriente Médio em estado de alerta.

Em meio à escalada do conflito, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto orçamentário que prevê US$ 95 bilhões (cerca de R$ 418 bilhões) em novos gastos, destinados principalmente às operações militares no Oriente Médio. A proposta foi aprovada por 216 votos a 214 e abre caminho para uma tramitação acelerada no Senado. Desse total, US$ 60 bilhões serão destinados ao Pentágono, além do orçamento anual de aproximadamente US$ 1 trilhão já previsto para as Forças Armadas.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a guerra contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190 bilhões). No entanto, especialistas avaliam que os custos reais devem ser ainda maiores. Em março, analistas estimavam que as operações militares representavam uma despesa superior a US$ 890 milhões por dia para os contribuintes americanos, considerando ações aéreas, navais, terrestres, sistemas de armamentos e interceptação de mísseis, especialmente nas fases iniciais da ofensiva.