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EUA devem anunciar novo tarifaço sobre produtos brasileiros e de outros 60 países nesta sexta-feira

Internacional

EUA devem anunciar novo tarifaço sobre produtos brasileiros e de outros 60 países nesta sexta-feira

Medida deve ser divulgada antes do fim da vigência da tarifa global de 10% e tem como base investigação sobre combate ao trabalho forçado

EUA devem anunciar novo tarifaço sobre produtos brasileiros e de outros 60 países nesta sexta-feira

Foto: The White House/Gallery

Por: Metro1 no dia 23 de julho de 2026 às 14:12

A Casa Branca informou nesta quinta-feira (23) que o governo dos Estados Unidos deve anunciar uma nova rodada de tarifas comerciais antes do fim da validade da tarifa global de 10%, previsto para sexta-feira (24). A expectativa é que a medida imponha uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos exportados por cerca de 60 países, entre eles o Brasil.

O anúncio será feito pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, segundo informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O governo brasileiro já trabalha com a possibilidade da nova cobrança e acompanha as negociações com representantes dos setores que podem ser impactados pela medida.

Investigação

A decisão tem como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O levantamento analisou se os parceiros comerciais adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

De acordo com o relatório, a comercialização desse tipo de mercadoria prejudica empresas que cumprem normas trabalhistas e contribui para a permanência do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de produtos com custos de produção artificialmente reduzidos.

No caso do Brasil, o documento reconhece que o país mantém compromissos internacionais de combate ao trabalho escravo. No entanto, afirma que, na avaliação do governo americano, ainda não existem mecanismos considerados eficazes para impedir a importação de produtos produzidos nessas condições.

O relatório também cita a Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas destaca que o foco da investigação foi a inexistência de instrumentos para barrar a entrada, no mercado brasileiro, de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países.