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Israel aprova entrada de força multinacional em Gaza prevista em plano de cessar-fogo de Trump
Internacional
Israel aprova entrada de força multinacional em Gaza prevista em plano de cessar-fogo de Trump
Missão contará inicialmente com 200 agentes; primeiro-ministro Benjamin Netanyahu viaja aos EUA para reunião com Donald Trump nesta semana

Foto: Alan Santos/PR
O gabinete de segurança de Israel aprovou, neste domingo (26), o marco legal que permitirá a entrada de uma força de segurança multinacional na Faixa de Gaza, conforme previsto no plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo uma autoridade israelense, a missão, chamada de Força Internacional de Estabilização, será composta inicialmente por 200 integrantes de “países amigos, como Uganda e Marrocos”, que atuarão em áreas fora do controle israelense. Cada contingente precisará de autorização individual de Israel para ingressar no território. Ainda não há previsão para o início da operação.
A decisão ocorre às vésperas da viagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington. Ele embarca na segunda-feira (27) e tem um encontro marcado com Trump na terça-feira (28).
Plano de paz
Após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro, Trump apresentou um plano para Gaza que previa a ampliação da ajuda humanitária, a administração civil por tecnocratas palestinos, o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses.
No entanto, a proposta não avançou, e o grupo de tecnocratas responsável pela administração civil, conhecido como Comitê Nacional para a Administração de Gaza, permaneceu fora do território.
Atualmente, Israel controla cerca de 64% da Faixa de Gaza, enquanto a maior parte da população de aproximadamente 2 milhões de pessoas vive em uma estreita faixa litorânea sob controle do Hamas, em meio a barracas improvisadas e edifícios destruídos.
Israel afirma que pretende ampliar sua área de controle para 70% do enclave, enquanto o Hamas segue se recusando a entregar as armas.
Conselho de Paz
O plano de Trump também prevê a criação de um Conselho de Paz, que seria responsável por coordenar a implementação do acordo e supervisionar a força multinacional.
Neste mês, o conselho anunciou que pretende implantar uma zona humanitária piloto para moradores de Gaza como forma de destravar o plano.
O enviado de Trump ao Conselho de Paz para Gaza, Nickolay Mladenov, comemorou a decisão israelense.
“É uma parte essencial do quadro acordado para estabilizar Gaza, apoiar a desmilitarização e possibilitar a transição para uma administração transitória palestina eficaz sob a @NCAG”, escreveu em publicação na rede social X.
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