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Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca em meio a desgaste na relação entre EUA e Israel

Internacional

Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca em meio a desgaste na relação entre EUA e Israel

Encontro ocorreu a portas fechadas e teve como foco os conflitos no Oriente Médio, enquanto divergências entre os dois líderes se tornam mais evidentes

Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca em meio a desgaste na relação entre EUA e Israel

Foto: Reprodução: X (@IsraeliPM)

Por: Metro1 no dia 28 de julho de 2026 às 16:04

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebeu nesta terça-feira (28), na Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a reunião foi "produtiva e positiva", apesar do momento de desgaste na relação entre os dois líderes.

Antes do encontro, Trump demonstrou irritação com Netanyahu após o vazamento de informações sobre os assuntos que seriam discutidos. Ao comentar reportagens de que o premiê pretendia tratar da Montanha Pickaxe, onde fica um dos principais complexos nucleares do Irã, o presidente americano afirmou:

"Eu não preciso que o Bibi me diga isso. O Bibi está me dizendo isso porque quer que eu continue envolvido."

A reunião ocorreu a portas fechadas e não foi aberta à imprensa. Após o encontro, Trump e Netanyahu participaram do funeral do senador republicano Lindsey Graham, morto no último dia 12 em decorrência de uma dissecção da aorta causada por doença cardiovascular.

Durante a cerimônia, o premiê israelense homenageou o parlamentar.

"Os Estados Unidos perderam um grande patriota. Israel perdeu um de seus maiores amigos e apoiadores. E eu perdi um querido amigo."

Oriente Médio domina a agenda

Segundo a Casa Branca, Trump e Netanyahu discutiram a guerra na Faixa de Gaza, a situação regional após o conflito com o Irã e a presença militar israelense em Gaza, no Líbano e na Síria.

A visita ocorre em meio a divergências entre Washington e Tel Aviv sobre a condução dos conflitos no Oriente Médio. Embora os dois governos mantenham uma aliança estratégica, cresceram as diferenças em relação ao futuro da ofensiva israelense e à política para conter o programa nuclear iraniano.

O principal ponto de atrito é a pressão dos Estados Unidos para que Israel reduza sua presença militar em áreas de conflito. Netanyahu, no entanto, afirma que não pretende retirar as tropas enquanto o Hamas não estiver completamente desarmado.

Ao mesmo tempo, o governo israelense aprovou a criação de uma força internacional de estabilização na Faixa de Gaza. O plano prevê o envio inicial de cerca de 200 militares de países parceiros para proteger uma zona humanitária em Rafah, no sul do território palestino, mas Israel informou que continuará mantendo tropas na região.

Outro tema debatido foi o Irã. Após a guerra travada neste ano entre Israel, Estados Unidos e o país persa, Washington passou a defender uma solução negociada para conter o avanço do programa nuclear iraniano, enquanto Netanyahu mantém a defesa de uma estratégia baseada na pressão militar.

Reunião com Zelensky

Antes de receber Netanyahu, Trump também se reuniu, a portas fechadas, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

O encontro teve como foco uma nova proposta de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. As conversas acontecem em meio às dificuldades enfrentadas por Kiev para reforçar sua defesa aérea, especialmente diante da escassez de mísseis Patriot.

Na semana passada, durante reunião da Otan, Trump anunciou que pretende autorizar a Ucrânia a produzir localmente esse tipo de armamento, além de compartilhar tecnologia para ampliar a fabricação das munições. O Reino Unido também confirmou que fornecerá à Ucrânia a tecnologia do sistema de guerra eletrônica "Stone Cloak", desenvolvido para dificultar a detecção de drones pelas defesas aéreas russas.