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Síria condena Bashar al-Assad e irmão à morte por crimes de guerra

Internacional

Síria condena Bashar al-Assad e irmão à morte por crimes de guerra

Atual governo sírio já pediu a extradição de Assad à Rússia, mas Vladimir Putin não avançou com a solicitação

Síria condena Bashar al-Assad e irmão à morte por crimes de guerra

Foto: Wikimedia Commons

Por: Metro1 no dia 11 de agosto de 2026 às 08:49

Um tribunal da Síria condenou à revelia, nesta terça-feira (11), o ex-ditador Bashar al-Assad, seu irmão mais novo, Maher al-Assad, e um primo materno, Atef Najib, à pena de morte por crimes contra a humanidade e crimes de guerra. As condenações estão relacionadas à repressão promovida durante os 14 anos de guerra civil síria, conflito que deixou cerca de 500 mil mortos.

Bashar e Maher não participaram do julgamento. Os dois deixaram a Síria e fugiram para a Rússia em dezembro de 2024, durante a ofensiva de insurgentes que tomou Damasco e derrubou o regime. Ainda não está definido se as sentenças de morte serão efetivamente executadas.

Najib, por outro lado, permaneceu no país e foi levado ao tribunal criminal de Damasco sob forte esquema de segurança. Ex-general do Exército sírio, ele acompanhou a leitura da sentença dentro de uma jaula e vestindo uniforme de presidiário. O primo de Assad foi responsabilizado por comandar a repressão na província de Daraa, no sul do país, episódio que contribuiu para o início da guerra civil.

A possibilidade de execução de Najib ainda é incerta diante da influência que integrantes da antiga estrutura do regime podem manter. O atual presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, chegou a solicitar a Vladimir Putin, em outubro de 2025, a extradição de Bashar al-Assad, mas o pedido não avançou. A Rússia é aliada do ex-ditador e o mantém sob proteção desde sua saída do poder.

Assad governou a Síria por 24 anos, após assumir a Presidência em 2000, com a morte do pai, Hafez al-Assad. Durante a guerra civil, iniciada em 2011, o governo foi acusado de assassinatos, detenções arbitrárias e tortura. A repressão contra opositores marcou grande parte do conflito e atingiu diferentes regiões do país.

O regime começou a perder força principalmente a partir de 2022, quando a Rússia reduziu parte do apoio ao governo sírio em meio à guerra na Ucrânia. Entre novembro e dezembro de 2024, uma ofensiva rápida conduzida pelo grupo rebelde HTS avançou pelo país e, após cerca de duas semanas, provocou a queda do governo de Assad.

Até a última atualização, os governos da Síria e da Rússia não haviam se manifestado publicamente sobre as condenações. Bashar al-Assad também não havia divulgado uma declaração oficial sobre a decisão judicial.