Internacional
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Ataques com drones e mísseis impulsionaram o número de mortos durante o mês

Foto: Elena Tita/war.ukraine.ua
A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta sexta-feira (14) que o número de civis mortos na guerra da Ucrânia aumentou 70% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram confirmadas pelo menos 437 mortes e 2.610 pessoas feridas, o maior número de óbitos registrado em um único mês desde maio de 2022. O total de vítimas também cresceu 30% em relação a junho.
Entre as vítimas estavam 17 crianças mortas e 166 feridas, o maior número de vítimas infantis desde abril de 2022. Kiev foi a cidade mais afetada, com 54 civis mortos durante o mês, seguida por Kherson e Zaporizhzhia. Segundo a ONU, mísseis e drones foram responsáveis por 38% das mortes, principalmente em áreas urbanas distantes das zonas de combate.
As bombas planadoras russas apareceram como a segunda principal causa de mortes entre a população civil. O número de vítimas provocado por ataques aéreos cresceu 143% em julho, comparado ao mês anterior. A ONU também registrou aumento dos ataques com drones de curto alcance nas regiões próximas à linha de frente.
Esses equipamentos mataram 111 pessoas e deixaram outras 710 feridas em julho, o maior número mensal desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Em cidades próximas à fronteira, como Kherson, moradores passaram a chamar a estratégia de "safári", em referência aos ataques contra pessoas e veículos nas ruas.
A Rússia também intensificou recentemente o uso de mísseis balísticos, que podem ser interceptados apenas por sistemas avançados de defesa aérea, como os Patriot, fornecidos pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, autoridades russas afirmam que a Ucrânia ampliou o uso de drones e mísseis de longo alcance contra alvos em território russo. Em 10 de agosto, um ataque com drones atingiu uma refinaria em Nizhnekamsk e deixou pelo menos 13 mortos, segundo autoridades russas.
Moscou e Kiev negam ter como alvo a população civil. Mesmo assim, conforme os dados das Nações Unidas, mais de 16 mil civis morreram desde o início do conflito, há quase quatro anos e meio. A maioria das vítimas era ucraniana.
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