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Trump amplia pressão sobre Irã e ameaça punir países que mantiverem negócios
Internacional
Trump amplia pressão sobre Irã e ameaça punir países que mantiverem negócios
China e Índia estão entre os principais parceiros comerciais do Irã, que também mantém negócios com países aliados de Washington

Foto: Official White House Photo by Molly Riley
Trump não apresentou detalhes sobre como a estratégia será executada nem especificou quais medidas poderão ser aplicadas contra governos que mantiverem relações com o Irã. O presidente americano citou como alvos práticas como comércio clandestino de petróleo, transferências financeiras, operações de câmbio, registros de embarcações e empresas usadas para ocultar negócios. Segundo ele, a iniciativa ocorre diante do fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano, que começaram no início do ano e acabaram contribuindo para o início de um conflito.
O Irã já enfrenta uma série de sanções internacionais e, em janeiro, Trump havia anunciado uma tarifa de 25% contra países que realizassem negócios com o governo iraniano. Apesar das restrições, o país mantém relações comerciais com diversas nações, impulsionadas principalmente pela produção de petróleo. Em 2022, o Irã exportou mercadorias para 147 países, segundo dados do Banco Mundial.
A China é atualmente o principal parceiro comercial iraniano. Em 2022, o Irã vendeu US$ 22 bilhões em produtos aos chineses e importou US$ 15 bilhões. A Índia aparece na sequência, com US$ 1,34 bilhão em comércio bilateral nos dez primeiros meses de 2025. Alemanha, Coreia do Sul e Japão também estão entre os principais parceiros do país, apesar de serem aliados dos Estados Unidos.
No caso do Brasil, o Irã não está entre os 20 maiores parceiros comerciais, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mas figura entre os principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em 2025, as exportações brasileiras para o país chegaram a US$ 2,9 bilhões, principalmente em milho, soja e açúcar. As importações somaram US$ 84,5 milhões, com destaque para ureia, pistache e uvas secas.
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