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Juiz dos EUA afirma fraude em registro usado para prender Filipe Martins

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Juiz dos EUA afirma fraude em registro usado para prender Filipe Martins

Magistrado determinou que autoridades americanas revelem documentos capazes de identificar responsáveis pela criação do registro migratório falso

Juiz dos EUA afirma fraude em registro usado para prender Filipe Martins

Foto: Divulgação/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 21 de agosto de 2026 às 13:51

Um juiz federal dos Estados Unidos concluiu que o registro de imigração usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para determinar a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, era falso.

O magistrado Gregory A. Presnell também criticou as autoridades americanas por reconhecerem a falsidade do registro e, ainda assim, resistirem em revelar como o dado foi inserido no sistema e quem foi responsável. Durante audiência realizada em março, ele determinou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) entregue documentos para esclarecer o caso.

O registro indicava que Martins havia entrado nos Estados Unidos em 30 de outubro de 2022, mesma data em que Bolsonaro viajou para Orlando. Em fevereiro de 2024, Moraes utilizou a informação para justificar a prisão preventiva do ex-assessor, sob a suspeita de que ele teria deixado o Brasil e poderia tentar fugir da Justiça.

Martins permaneceu preso por quase seis meses. A defesa apresentou provas de que ele estava no Brasil, incluindo a confirmação de um voo doméstico realizado no país no dia seguinte à suposta entrada nos EUA.

Em outubro de 2025, a própria CBP reconheceu que Martins não havia entrado nos Estados Unidos na data indicada pelo sistema e admitiu que o registro utilizado por Moraes estava errado.

Na audiência, Presnell afirmou que o registro falso teve consequências graves para Martins e que ele tinha o direito de saber como o erro ocorreu e quem o provocou. O juiz também criticou a resistência do governo americano em fornecer os documentos e determinou que a CBP entregue informações capazes de identificar os responsáveis pela criação do registro.

"Houve um registro falso feito nos sistemas da Patrulha de Fronteira que afetou uma pessoa de forma considerável. O governo reconhece a falsidade e a gravidade disso", declarou o juiz. 

Martins foi condenado em dezembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Em janeiro de 2026, Moraes determinou novamente sua prisão preventiva.