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Internacional
Trump ameaça atacar Irã “com força” após retomada de confrontos no Oriente Médio
Presidente dos EUA promete resposta aos ataques iranianos contra bases americanas, enquanto líder iraniano defende solução negociada para o conflito

Foto: Official White House Photo by Andrea Hanks
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (31) atacar o Irã “com força” após a retomada dos confrontos entre os dois países. “Vamos atingi-los com força. Haverá uma resposta”, afirmou Trump, segundo um repórter da Fox News.
A nova escalada começou no domingo (30), quando forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação foi “limitada e precisa” e teve como objetivo impedir que forças iranianas instalassem minas na rota marítima.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado mísseis contra duas bases militares americanas na Jordânia. O Exército jordaniano informou ter interceptado oito mísseis. Teerã também declarou ter atacado militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos com drones, mas o governo local negou que sua base aérea tenha sido atingida.
O ataque à ilha de Larak deixou três mortos, segundo a agência iraniana Tasnim. O governo americano, por sua vez, afirmou que as defesas aéreas dos EUA interceptaram os mísseis iranianos que poderiam ter causado danos. Os confrontos são os primeiros de maior intensidade entre os dois países desde o fim de julho.
Enquanto Trump elevou o tom, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu a retomada do diálogo. “Continuar a guerra não é do interesse de ninguém, nem nosso, nem da região, nem da humanidade”, afirmou durante uma reunião regional no Quirguistão, indicando que Teerã ainda busca uma saída negociada para o conflito.
A escalada ocorre em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto dos carregamentos mundiais de petróleo bruto. O conflito começou em fevereiro e já dura seis meses, com negociações para um acordo definitivo paralisadas desde a retomada das hostilidades, em julho.
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