Internacional
Trump diz ter “bom relacionamento com o Brasil” e afirma que América do Sul está “indo para a direita”

Presidente dos EUA fez a proposta em meio à escalada do conflito com o Irã e à disputa pelo controle de uma das principais rotas de energia do mundo

Foto: The White House/Gallery
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quarta-feira (2) que o Estreito de Hormuz passe a se chamar “Estreito de Trump”. A declaração foi publicada pelo republicano em sua rede social, a Truth Social, em meio à intensificação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã e à disputa pelo controle da estratégica passagem marítima.
“Agora que o temos sob controle dos EUA, deveríamos mudar o nome do estreito de Ormuz para ESTREITO DE TRUMP???”, escreveu o presidente. A proposta não é inédita, em abril, Trump já havia compartilhado uma imagem de um mapa da região em que o estreito aparecia com o nome em sua homenagem.
O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas de transporte de energia do planeta. Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente passava pela região. Atualmente, a passagem está bloqueada pelo Irã, enquanto os Estados Unidos adotaram medidas contra portos iranianos em resposta.
Cenário atual
A sugestão de Trump ocorre após uma nova escalada de ataques entre os dois países. As forças americanas atingiram alvos no litoral sul do Irã, incluindo sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos e estruturas ligadas à Guarda Revolucionária. Teerã afirmou que os ataques ocorreram em áreas próximas ao estreito.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque. O comando militar iraniano declarou que pretende expulsar as forças dos Estados Unidos da rede de bases mantida pelo país no Oriente Médio.
A tensão também aumentou após o governo iraniano acusar os Estados Unidos de serem responsáveis por um ataque contra uma festa de casamento no sul do país, que teria deixado cinco mortos, incluindo uma criança. Washington não confirmou a participação de militares americanos na ação.
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