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China pede que EUA parem de "se preparar para guerra" no espaço após anúncio de armas em órbita

Internacional

China pede que EUA parem de "se preparar para guerra" no espaço após anúncio de armas em órbita

Pequim criticou a expansão das capacidades militares americanas um dia após Washington confirmar a presença de armas em órbita

China pede que EUA parem de "se preparar para guerra" no espaço após anúncio de armas em órbita

Foto: Canva imagens

Por: Metro1 no dia 15 de setembro de 2026 às 10:04

A China pediu nesta terça-feira (15) que os Estados Unidos parem de “se preparar para guerra” no espaço. A declaração ocorreu um dia após Washington admitir, pela primeira vez, que mantém armas em órbita.

Em coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, criticou o posicionamento de armas no espaço e alertou para os riscos de uma disputa militar fora da Terra. Segundo ele, a medida pode transformar o espaço em campo de batalha e estimular uma corrida armamentista.

"Pedimos ao lado americano que pare de expandir suas capacidades militares e de se preparar para uma guerra no espaço sideral", disse Jiakun.

A tensão ocorre em meio a acusações antigas entre Washington, Pequim e Moscou sobre atividades militares em órbita. Os Estados Unidos já acusaram China e Rússia de usar lasers e técnicas de interferência para ameaçar satélites americanos. A Rússia também já declarou ser contrária à instalação de armas no espaço.

Armas em órbita

A revelação partiu do secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, que afirmou que os equipamentos podem "defender as forças conjuntas contra adversários hostis" no espaço, sem detalhar seu funcionamento. O posicionamento de armas no espaço é proibido por um tratado internacional de 1967. Na segunda-feira, a Força Espacial americana também classificou a China como ameaça e afirmou que Pequim "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar". A Rússia foi apontada como outro rival que considera o espaço um "fator decisivo em conflitos futuros".