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Banco Central dos EUA eleva juros pela primeira vez em três anos

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Banco Central dos EUA eleva juros pela primeira vez em três anos

Banco central americano aumentou a taxa para 3,75% a 4% após mais de três anos sem alta

Banco Central dos EUA eleva juros pela primeira vez em três anos

Foto: Reprodução Flickr Federalreserve

Por: Metro1 no dia 16 de setembro de 2026 às 17:16

Atualizado: no dia 16 de setembro de 2026 às 17:38

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros do país para a faixa de 3,75% a 4%. A decisão representa a primeira alta desde julho de 2023 e a primeira desde que Kevin Warsh assumiu a presidência da instituição, em maio deste ano.

A elevação ocorre após uma sequência de cortes iniciada em 2023. No segundo governo de Donald Trump, que começou em janeiro de 2025, o Fed havia reduzido os juros três vezes antes de manter a taxa entre 3,5% e 3,75% desde dezembro.

Desde que retornou à Casa Branca, Trump tem pressionado o banco central a diminuir os juros. O presidente fez ameaças ao antecessor de Warsh, Jerome Powell, e, no ano passado, tentou demitir a diretora Lisa Cook, sob a alegação de fraude hipotecária anterior à sua entrada no Fed. A medida foi posteriormente revogada pela Suprema Corte.

No início de setembro, Trump também afirmou que poderia interromper o comércio com países com os quais os Estados Unidos mantêm déficit comercial caso o banco central não reduzisse as taxas. A decisão desta quarta-feira, no entanto, foi de aumento dos juros, em linha com as expectativas do mercado.

O cenário econômico americano também é marcado pela inflação e pela alta dos combustíveis. Em agosto, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,4%, repetindo o resultado de julho e registrando o menor patamar desde março. O índice, contudo, permanece acima de 3%, nível que historicamente tem sido menos comum nos Estados Unidos.

A pressão sobre os preços dos combustíveis ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, afeta o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra. Dados da plataforma Hormuz Strait Monitor indicam que apenas oito navios atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, ante quase 140 por dia antes do conflito.

Nesta semana, Trump atribuiu a alta dos preços globais do diesel principalmente à guerra entre Rússia e Ucrânia, e não ao conflito no Irã. O presidente também afirmou que Moscou e Kiev concordaram com uma pausa nos ataques a refinarias, mas os dois países não confirmaram a trégua.