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Milei diz que ONU é "inútil" e que irá "tomar providências" sobre Ilhas Malvinas

Internacional

Milei diz que ONU é "inútil" e que irá "tomar providências" sobre Ilhas Malvinas

Em discurso na Assembléia Geral da ONU, o presidente argentino questionou a atuação da entidade e classificou as Malvinas como "grande causa" do governo

Milei diz que ONU é "inútil" e que irá "tomar providências" sobre Ilhas Malvinas

Foto: Reprodução/YouTube United Nations

Por: Metro1 no dia 23 de setembro de 2026 às 15:18

Atualizado: no dia 23 de setembro de 2026 às 17:49

Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (23), o presidente da Argentina, Javier Milei, fez uma série de críticas à entidade. Do palco principal, ele classificou a organização como "inútil", criticou as represálias contra Israel pelos ataques na Faixa de Gaza e a acusou de omissão na disputa entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas Malvinas.  

Ao longo da fala, Milei afirmou que a ONU “se transformou em uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitos arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados". O presidente teria lido um discurso impresso, sem recorrer ao teleprompter, e citou os Estados Unidos e Israel ao se declarar alinhado "sem ambiguidade com o Ocidente".

Sobre as Ilhas Malvinas, Milei afirmou que o território era uma das “grandes causas” do seu governo, e que iria “tomar providências sobre a disputa”. Ele alega que a ONU não estaria cumprindo seu papel em relação ao conflito, e questionou a atuação da entidade: "As Malvinas não são apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido, mas também coloca a questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções. De que adianta uma resolução se, durante décadas, a contraparte pode agir em sentido contrário?", indagou.  

Ainda, segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) teria, ao recomendar quarentena durante a pandemia, promovido "experimento global de controle social disfarçado de ciência”, disse. Em março deste ano, o presidente argentino formalizou a retirada do país da OMS.