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Líder palestino acusa Israel de expansão territorial e pede fim de novos massacres
Internacional
Líder palestino acusa Israel de expansão territorial e pede fim de novos massacres
Em discurso transmitido à Assembleia Geral, Abbas também criticou a decisão dos EUA de negar seu visto

Foto: Reprodução/YouTube United Nations
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu nesta quinta-feira (24) que a comunidade internacional atue para impedir novos massacres e acusou Israel de adotar uma política de ocupação e expansão nos territórios palestinos. A declaração ocorreu durante discurso na Assembleia Geral da ONU.
Abbas afirmou que Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental enfrentam um processo contínuo de fragmentação do território palestino. Ele também condenou o avanço dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e defendeu que palestinos e seus representantes não sejam penalizados por reivindicar o fim da ocupação.
O líder palestino classificou as ações israelenses como parte de um projeto para dificultar a permanência da população palestina em suas próprias terras. "Não deixem outra Nakba nem outros massacres ocorrerem", declarou. O termo Nakba, que significa "catástrofe" ou "desastre", é usado para se referir ao deslocamento de cerca de 700 mil palestinos durante e depois da guerra de 1948.
Abbas não esteve fisicamente na sede das Nações Unidas porque o governo de Donald Trump negou o visto de entrada para ele e integrantes de sua equipe. O presidente da Autoridade Palestina criticou a decisão e afirmou que os Estados Unidos, como país-sede da Assembleia Geral, descumpriram suas responsabilidades.
A fala ocorreu em meio ao avanço de assentamentos israelenses na Cisjordânia e às dificuldades para definir os próximos passos após a guerra em Gaza. Na Cisjordânia, o aumento da violência entre colonos israelenses e palestinos e a expansão territorial têm provocado reações internacionais. Em Gaza, Israel e Hamas seguem em desacordo sobre a retirada das tropas israelenses e o desarmamento do grupo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também discursará na ONU nesta quinta-feira.
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