
Internacional
Irã nega negociações com EUA e mantém exigências para encerrar guerra
Teerã afirma que não há conversas previstas, enquanto Trump diz esperar retomada do diálogo e rejeita proposta de paz

Foto: Canva imagens
A agência oficial de notícias do Irã, Irna, informou nesta segunda-feira (28) que não existem negociações previstas com os Estados Unidos, apesar de Donald Trump indicar que as conversas poderiam ser retomadas em breve. O impasse envolve o fim da guerra, as exigências de Teerã e a reabertura do Estreito de Ormuz, importante passagem marítima para o comércio internacional.
No domingo (27), Trump afirmou ao site americano Axios que esperava a retomada das conversas nos próximos dias. A declaração ocorreu um dia após o presidente rejeitar uma proposta iraniana que previa a reabertura do estreito em sete dias. Segundo a Irna, Teerã já apresentou sete exigências para encerrar o conflito, enquanto a delegação iraniana que viajou aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU deve retornar nesta terça-feira (29).
Impasse sobre a proposta de paz
A iniciativa iraniana foi encaminhada aos Estados Unidos por meio de mediadores do Catar, no dia 19. No sábado (26), Trump confirmou que não aceitou o plano e atribuiu a tentativa de acordo à pressão militar americana. "Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio", declarou a jornalistas na Casa Branca.
Apesar da declaração, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou no domingo que o governo continua aberto a uma solução diplomática para o conflito com os Estados Unidos e Israel. Segundo ele, Washington ainda não enviou uma resposta oficial por meio dos canais diplomáticos. "Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse. Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas e tomaremos uma decisão com base nela", escreveu.
Bloqueio e tensão no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos mantêm restrições econômicas contra o Irã e exigem que o país interrompa ataques a embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz. Os confrontos provocaram uma queda expressiva no movimento de navios na região, embora Trump afirme repetidamente que Washington controla a passagem. O comandante-chefe do Exército iraniano, Amir Hatam, classificou o momento como uma fase "crítica e decisiva" e declarou que Teerã não aceitará ser impedido de comercializar seus produtos enquanto outras potências continuarem utilizando as rotas estratégicas.
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