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Após ataque em voo para Israel, Emirados abrem investigação sobre possível ação terrorista

Internacional

Após ataque em voo para Israel, Emirados abrem investigação sobre possível ação terrorista

Avião perdeu quase 14 mil pés de altitude antes de passageiros controlarem o suspeito

Após ataque em voo para Israel, Emirados abrem investigação sobre possível ação terrorista

Foto: Alan Santos/PR

Por: Metro1 no dia 01 de outubro de 2026 às 12:05

Um dia após o ataque no voo FZ1073 da Flydubai, que deixou o comandante ferido e provocou o desvio da aeronave para a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação para esclarecer o caso. Nesta quinta-feira (1º), as autoridades passaram a apurar também se o episódio teve motivação terrorista ou foi planejado previamente.

O avião seguia de Dubai para Tel Aviv quando o copiloto teria esfaqueado o comandante e tentado assumir o controle da aeronave. Durante o confronto, o Boeing 737 perdeu quase 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos. O comandante conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo que passageiros contivessem o suspeito antes do pouso em Tabuk, na Arábia Saudita.

Investigação envolve três países

O suspeito, apontado como cidadão de Omã, está sendo interrogado na Arábia Saudita. A investigação também envolve Emirados Árabes Unidos e Israel. A Flydubai suspendeu os voos de e para Israel enquanto as autoridades apuram o episódio e pediu cautela antes de qualquer conclusão sobre a motivação.

Em meio aos novos desdobramentos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à Fox News que o copiloto "passou por uma doutrinação radical islâmica". "Isso é algo que estamos apurando a partir de suas informações pessoais", disse. Segundo Netanyahu, ainda será necessário investigar se o suspeito tinha alguma ligação com o Irã.

A motivação do ataque ainda não foi oficialmente definida. Os investigadores dos Emirados devem analisar as circunstâncias do confronto, os antecedentes do suspeito e a possibilidade de participação ou orientação de outras pessoas. O governo do país também pediu que informações não verificadas não sejam tratadas como conclusões antes do fim da apuração.