Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Internacional

/

Trump autoriza transmissão ao vivo de fuzilamento de ex-major que matou 13 pessoas

Internacional

Trump autoriza transmissão ao vivo de fuzilamento de ex-major que matou 13 pessoas

O ex-major Nidal Hasan foi condenado pelo ataque a tiros na base de Fort Hood, no Texas, em 2009, que deixou 13 mortos e outras 32 pessoas feridas

Trump autoriza transmissão ao vivo de fuzilamento de ex-major que matou 13 pessoas

Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

Por: Metro1 no dia 09 de outubro de 2026 às 10:14

Os Estados Unidos planejam transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado por matar 13 pessoas em uma base militar no Texas, em 2009. A morte está prevista para 3 de dezembro, após autorização do presidente Donald Trump. Se confirmada, a transmissão será inédita no país e marcará um novo capítulo no debate sobre a exposição pública da pena de morte. As informações são da CNN.

Hasan matou 12 militares da ativa e um militar aposentado durante um ataque a tiros em uma instalação médica de Fort Hood, no Texas. Outras 32 pessoas ficaram feridas. Na época, ele trabalhava como psiquiatra militar e estava prestes a ser enviado ao Afeganistão. Baleado pela polícia durante a prisão, ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas.

Em agosto de 2013, um tribunal militar condenou Hasan à morte por 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Segundo o Pentágono, ele gritou “Allahu Akbar”, expressão árabe que significa “Deus é grande”, durante o ataque. A execução por fuzilamento foi aprovada por Trump após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que confirmou os planos de transmitir o ato ao vivo.

Debate sobre a transmissão

Eugene Fidell, especialista em direito militar e professor da Faculdade de Direito de Yale, afirmou que não identifica barreiras legais evidentes à transmissão, mas considera a ideia um retrocesso. Ele lembrou que execuções públicas já reuniram multidões no passado. Nos Estados Unidos, a última execução pública legal ocorreu em 1936. Tentativas anteriores de transmitir execuções foram barradas pela Justiça, e especialistas não identificam precedentes desse tipo em outros países.

Fidell também afirmou que Hasan pode contestar a execução por meio de um pedido de habeas corpus, instrumento jurídico que permite questionar a legalidade de uma prisão ou punição. O recurso poderia prolongar o processo por anos, mas não impediria necessariamente a transmissão. Ainda não está claro se Hasan tentará barrar a execução, já que, segundo o especialista, ele não buscou ativamente evitar a pena de morte em outras ocasiões.

O caso ocorre em meio a questionamentos sobre os métodos de execução nos Estados Unidos. O governo Trump ampliou as opções de pena capital federal, incluindo fuzilamento, cadeira elétrica e asfixia por gás, diante das dificuldades relacionadas à injeção letal. Na semana anterior, uma tentativa de executar Christa Pike, no Tennessee, falhou, deixando a condenada inconsciente e sob cuidados médicos. A Casa Branca não informou se Trump apoia pessoalmente a transmissão ao vivo.