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Macron condena violência em protestos na França e afirma que “nada justifica” atos
Internacional
Macron condena violência em protestos na França e afirma que “nada justifica” atos
Manifestações começaram com reinvindicações por educação e, agora, se tornaram um movimento contra o aumento do custo de vida no país

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste domingo (18) que "nada justifica" a violência "desenfreada" registrada durante os protestos que ocorreram em diferentes regiões do país neste fim de semana. As manifestações foram motivadas pelo aumento do custo de vida e por reivindicações relacionadas às condições nas escolas.
Em pronunciamento televisionado, Macron disse que a população viveu um sentimento de "raiva" e "vergonha" diante dos episódios de vandalismo e saques. Segundo ele, é necessário diferenciar os manifestantes que apresentam "reivindicações legítimas" daqueles que "destruíram, quebraram e saquearam".
O presidente também afirmou que haverá "total transparência" na apuração sobre a atuação das forças de segurança durante os atos. A resposta policial foi alvo de críticas após os episódios de violência. Macron afirmou ainda ter solicitado ao ministro do Interior, Laurent Nunez, que "extraia todas as lições necessárias" sobre a atuação das autoridades, principalmente em relação à coleta de informações e à capacidade de antecipação. O presidente disse esperar "respostas claras" sobre esses pontos.
Responsabilização
Ao comentar os responsáveis pelos episódios violentos, Macron atribuiu a "violência desenfreada" a "elementos insurrecionais de grupos radicais de extrema esquerda, acompanhados por numerosos criminosos". Pelo menos 1.800 pessoas foram presas durante os protestos. Macron afirmou que "quem saqueou terá de pagar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados".
Antes do pronunciamento, o presidente havia convocado uma reunião de emergência com integrantes do alto escalão do governo. A medida ocorreu após grupos mascarados incendiarem e atacarem prédios públicos, incluindo prefeituras, em diferentes cidades. Macron também determinou que autoridades regionais trabalhem em conjunto com os prefeitos para reforçar a proteção de prédios públicos e estabelecimentos comerciais nas próximas semanas. Segundo ele, manifestações poderão ser proibidas quando houver necessidade.
Violência nas ruas
Em Limoges, no centro do país, um incêndio atingiu uma prefeitura do século 19. As chamas provocaram o desabamento do telhado e deixaram o prédio quase completamente destruído. Neste domingo, centenas de manifestantes voltaram a ocupar a Place de la République, em Paris, que teve forte presença policial. A tensão aumentou em alguns momentos, e agentes utilizaram gás lacrimogêneo após pequenos grupos tentarem incendiar bicicletas e lixeiras.
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