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EUA proíbem IA chinesa em agências civis e contratos do governo

Internacional

EUA proíbem IA chinesa em agências civis e contratos do governo

Determinação de departamento do governo cita risco de envio de dados sensíveis à China por meio da DeepSeek

EUA proíbem IA chinesa em agências civis e contratos do governo

Foto: Divulgação/Unplash

Por: Metro1 no dia 19 de outubro de 2026 às 15:19

Atualizado: no dia 19 de outubro de 2026 às 15:34

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) proibiu as agências civis do país de usar produtos e serviços da DeepSeek, empresa chinesa de inteligência artificial. A medida foi informada nesta segunda-feira (19) em comunicado oficial do DHS, divulgado pela agência Reuters.

Pela determinação, os órgãos federais devem retirar de seus sistemas qualquer produto da DeepSeek com base em leis americanas de segurança cibernética. Serviços de terceiros que utilizam a IA chinesa também estão vetados, e a empresa fica impedida de participar de contratos do governo federal. As agências também não poderão adquirir produtos desenvolvidos pela DeepSeek, que desenvolve modelos de inteligência artificial mais baratos e passaram a desafiar as empresas do Vale do Silício.

O DHS afirmou que a ferramenta representa “múltiplos vetores de ameaça” e teme que o uso por funcionários ou fornecedores do governo resulte na transferência de dados sensíveis para a China. Segundo o departamento, os modelos podem conter programas e códigos invasores ou outras vulnerabilidades de segurança que ameacem a privacidade de informações úteis sobre cidadãos americanos e sobre o próprio governo.

Pressão sobre empresas chinesas

Em um memorando feito em julho deste ano, divulgado agora, o DHS já havia orientado as agências a monitorar o tráfego de entrada e saída de sites governamentais, por causa dos possíveis riscos da IA. Antes dessa ordem, órgãos como o Departamento de Comércio e a Marinha já tinham proibido os modelos da empresa em dispositivos do governo. Estados como Nova York, Tennessee e Virgínia também adotaram medidas parecidas.

A decisão integra uma série de ações do governo Trump contra empresas de tecnologia da China. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) vota em 29 de outubro uma proposta para impedir que laboratórios chineses testem dispositivos eletrônicos, como celulares, câmeras e computadores, para uso nos EUA. No ano passado, 82% dos eletrônicos americanos foram testados na China.

A FCC já havia proibido a importação de novos modelos de drones em dezembro de 2025 e de roteadores de consumo chineses em março de 2026. Em julho deste ano, o órgão aprovou o veto à venda no país de aparelhos com componentes essenciais de empresas chinesas consideradas risco à segurança nacional.