Internacional
Trump diz que só vai respeitar resultado de eleições de meio de mandato se considerar “honestas”

Sondagem do Channel 13 projeta queda de 64 para 50 cadeiras para o bloco do primeiro-ministro; votação é a primeira a completar uma legislatura desde 1988

Foto: Kobi Gideon/gpophotoeng.gov.il
As urnas para as eleições parlamentares de Israel que aconteceram nesta terça-feira (27) já foram fechadas. Pesquisas pré-eleitorais indicam que o bloco de Benjamin Neanyahu, formado por partidos de direita e religiosos, não deve alcançar a maioria no Knesset, o parlamento israelense, que tem 120 cadeiras. Uma pesquisa do Channel 13 News projeta que o grupo cairia de 64 para 50 assentos, abaixo dos 61 necessários para governar.
O principal adversário do atual premiê é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, que também não deve atingir a maioria sozinho e provavelmente precisará do apoio de partidos árabes para tentar afastar Netanyahu do poder.
Segundo o Comitê Central Eleitoral, responsável por organizar e apurar o pleito, cerca de 7,3 milhões de eleitores estavam aptos a votar em aproximadamente 12 mil seções. O voto é facultativo e permitido a maiores de 18 anos. Esta é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura israelense completa o mandato sem ser dissolvida antecipadamente.
A votação ocorre sob o impacto do ataque do grupo Hamas de 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos e 251 reféns e deu início à atual guerra no Oriente Médio. Em resposta, o governo de Netanyahu lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza, onde mais de 75 mil pessoas morreram.
O resultado das urnas definirá a composição do Knesset e abrirá as negociações para a formação do próximo governo israelense.
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