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Em eleição de meio de mandato nos EUA, ICE publica post com ameaça a imigrantes: “Nós vamos te rastrear”
Internacional
Em eleição de meio de mandato nos EUA, ICE publica post com ameaça a imigrantes: “Nós vamos te rastrear”
Pelas redes sociais, o Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA alertou contra "voto ilegal"

Foto: Reprodução/X/@ICEgov
Em meio às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), o Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE) divulgou uma mensagem nas redes sociais com ameaças a pessoas que tentarem votar de forma irregular. “Se você votar ilegalmente, nós o encontraremos. Nós o rastrearemos, o prenderemos e o processaremos. Não haverá escapatória”, afirma a publicação feita no perfil oficial do órgão na rede social X.
A mensagem, no entanto, faz referência a uma prática que já é proibida pela legislação eleitoral norte-americana. Nos Estados Unidos, estrangeiros sem cidadania não têm direito de votar, mesmo quando possuem autorização legal para residir no país. As regras eleitorais disponibilizadas pelo governo federal estabelecem que pessoas que não são cidadãs norte-americanas, incluindo residentes permanentes com documentação regular, estão impedidas de participar de eleições federais, estaduais e da maioria dos pleitos municipais. A cidadania é, portanto, um requisito para o exercício do voto no país.
Ofensiva judicial de Trump
Apesar das restrições já previstas na legislação, o governo de Donald Trump tem intensificado o discurso contra a participação de não cidadãos nas eleições, embora os casos de votação irregular por estrangeiros sejam considerados raros nos Estados Unidos.
Na segunda-feira (2), a Suprema Corte norte-americana rejeitou uma solicitação do governo federal para suspender a contabilização de aproximadamente 20 mil votos na Califórnia. A gestão Trump alegava que havia dúvidas sobre a cidadania dos eleitores responsáveis pelos registros.
O pedido era para que os votos contestados fossem mantidos separados até a conclusão de uma verificação sobre a situação de cada eleitor. A Suprema Corte negou a solicitação, mas não apresentou justificativas detalhadas para a decisão, procedimento comum nas deliberações de emergência.
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