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Sob pressão dos protestos, França admite reajuste do salário mínimo para mais de 1.500 euros
Medida foi anunciada na noite de quinta-feira. O governo francês convocou representantes sindicais e patronais para uma reunião na próxima segunda-feira (9

Foto: Palais de l’Élysée
O ministro do Trabalho da França, Jean-Pierre Farandou, defendeu nesta sexta-feira (6) a elevação do salário mínimo líquido mensal para mais de 1.500 euros. Atualmente, o valor está em 1.477,93 euros. A declaração ocorre após semanas de protestos no país e às vésperas de uma reunião entre sindicatos e representantes patronais, marcada para segunda-feira (9), por iniciativa do primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
Em entrevista à emissora TF1, Farandou afirmou que as negociações com representantes dos trabalhadores e dos empresários devem continuar até domingo (8). A expectativa é chegar a um entendimento sobre o salário mínimo, os pisos salariais de diferentes categorias e os reajustes dentro das empresas. Os temas serão discutidos no encontro previsto para a sede do governo francês.
A reunião foi anunciada após a adesão expressiva a uma greve e a manifestações realizadas em diversas regiões do país. De acordo com os sindicatos, mais de 1,5 milhão de pessoas participaram dos atos. Já as autoridades francesas estimaram o público em 575 mil manifestantes.
As oito centrais sindicais responsáveis pela convocação dos protestos — CFDT, CGT, FO, CFE-CGC, CFTC, Unsa, FSU e Solidaires — informaram que vão definir os próximos passos da mobilização após o encontro de segunda-feira, realizado em Matignon, sede do governo. Em comunicado conjunto, as entidades afirmaram que somente uma resposta às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, servidores públicos, jovens e aposentados poderá interromper os protestos, que se intensificaram nas últimas semanas.
Além do aumento salarial e da recuperação do poder de compra, os manifestantes cobram melhorias nos serviços públicos, especialmente nas áreas de Educação e Saúde. Apesar da convocação para discutir salários, os sindicatos criticaram a falta de reuniões específicas com representantes dos servidores públicos e dos jovens, apontados como protagonistas da mobilização.
As organizações também denunciaram restrições ao direito de manifestação durante os atos de quinta-feira (5). Entre as queixas estão proibições, mudanças nos trajetos autorizados e intervenções policiais em cidades como Toulouse e Lyon, onde foram registrados confrontos. As entidades pediram ainda esclarecimentos sobre as ocorrências que deixaram manifestantes feridos.
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