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Pastor da Fome é condenado a 200 anos de prisão por massacre no Quênia

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Pastor da Fome é condenado a 200 anos de prisão por massacre no Quênia

Paul Mackenzie convenceu fiéis a jejuar até a morte antes do “fim do mundo”; outros 28 réus foram condenados a penas de até 160 anos

Pastor da Fome é condenado a 200 anos de prisão por massacre no Quênia

Foto: Agência Efe/Folhapress

Por: Metro1 no dia 08 de novembro de 2026 às 13:05

Atualizado: no dia 08 de novembro de 2026 às 13:16

A Justiça do Quênia condenou a 200 anos de prisão o pastor Paul Nthenge Mackenzie, líder da Good News International Church, pela morte de 191 pessoas, 190 delas crianças, no caso conhecido como Massacre da Floresta de Shakahola. A sentença foi proferida na sexta-feira (6), em Mombaça.

Ex-taxista, Mackenzie convenceu fiéis a jejuar até a morte para “encontrar Jesus” antes do fim do mundo, que ele previa para 2023. Segundo a acusação, as crianças deveriam morrer primeiro. Naquele ano, a polícia encontrou centenas de corpos em covas rasas perto de Malindi, no litoral do país. Mais de 400 já foram exumados.

Outros 28 réus receberam penas de 10 a 160 anos. A promotoria pediu a pena de morte, mas a juíza Diana Kavedza decidiu poupar a vida do pastor porque ele ainda pode ajudar a localizar crianças desaparecidas. A defesa afirmou que vai recorrer.

Dan, filho do pastor, de 24 anos, também apoiou a condenação. Ele disse que foi submetido ao jejum aos 12 anos e que o pai é culpado.

Mackenzie ainda responde pela morte de outras 52 pessoas em Kwa Binzaro. Segundo a promotoria, ele ordenou os assassinatos de dentro da prisão. O caso é comparado ao de Jonestown, na Guiana, onde mais de 900 pessoas morreram em 1978.