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ONU condena colônias de Israel: "Não têm validade legal"

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ONU condena colônias de Israel: "Não têm validade legal"

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (23) uma resolução que exige que Israel pare de construir colônias em territórios palestinos. Em um gesto histórico, os Estados Unidos se abstiveram de votar na resolução e não usaram seu poder de veto para evitar uma condenação aos israelenses. [Leia mais...]

ONU condena colônias de Israel: "Não têm validade legal"

Foto: REUTERS/Baz Ratner/File Photo

Por: Matheus Simoni no dia 24 de dezembro de 2016 às 11:29

Atualizado: no dia 24 de dezembro de 2016 às 11:30

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (23) uma resolução que exige que Israel pare de construir colônias em territórios palestinos. Em um gesto histórico, os Estados Unidos se abstiveram de votar na resolução e não usaram seu poder de veto para evitar uma condenação aos israelenses. Com a abstenção norte-americana, o Conselho aprovou a resolução que condena Israel por suas colônias por 14 votos a favor.

"As colônias não têm validade legal", diz o documento, que exige que Israel pare com os assentamentos. A posição adotada pela representação diplomática de Washington no Conselho de Segurança foi solicitada pelo presidente Barack Obama, que deixará o cargo em 20 de janeiro para que o recém-eleito mandatário, o republicano Donald Trump, assuma a Casa Branca.

O projeto de resolução exige que "Israel cesse completa e imediatamente todas as atividades dos assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém oriental". O governo israelense havia pedido ajuda a Trump para que os EUA usassem seu poder de veto para barrar a aprovação da resolução. No entanto, de acordo com fontes locais, caso concretizada, esta seria uma interferência sem precedentes da parte de um presidente eleito que não havia ainda tomado posse. A resolução foi apresentada pela Malásia, Nova Zelândia, Senegal e Venezuela, com o apoio do Egito.