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"Ninguém sabe quem é quem", relata jornalista que acompanha situação na França

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"Ninguém sabe quem é quem", relata jornalista que acompanha situação na França

O jornalista português José Mussuaili, que acompanha a situação na França após os atentados terroristas da última sexta-feira (13), falou em entrevista ao Metrópole Turismo sobre a megaoperação realizada pela polícia francesa na madrugada desta quarta-feira (18) em Saint-Denis, ao norte de Paris, com o objetivo de localizar os envolvidos nos ataques. [Leia mais...]

"Ninguém sabe quem é quem", relata jornalista que acompanha situação na França

Foto: Reprodução/AP

Por: Gabriel Nascimento no dia 18 de novembro de 2015 às 11:44

O jornalista português José Mussuaili, que acompanha a situação na França após os atentados terroristas da última sexta-feira (13), falou em entrevista ao Metrópole Turismo sobre a megaoperação realizada pela polícia francesa, na madrugada desta quarta-feira (18), em Saint-Denis, ao norte de Paris, com o objetivo de localizar os envolvidos nos ataques. "Estávamos nos preparando para sair, quando a polícia cercou o hotel e pediu que todos saíssem da maneira que estavam. E houve alguns elementos que fugiram. Foram ao hotel para alugar um quarto, a recepcionista viu algo anormal e ligou para a polícia", disse.

Mussuaili contou que os policiais revistaram o hotel inúmeras vezes. "O hotel é grande, tem 9 andares, portanto a polícia e o exercito vasculharam cada andar, que tem 7, 8, 9 quartos e teve muito trabalho para ver se alguém ficou escondido ou se tinha algum artefato escondido", afirmou. Segundo o jornalista, com a ação da polícia, novamente algumas linhas do metrô pararam de funcionar e o comércio ficou fechado. Agora, a orientação para a população é a de que não saiam de casa. "Agora a situação está um pouco mais calma (...) Mas as orientações continuam a ser as mesmas: tenham cuidado por onde andam. Só saiam de casa se houver necessidade e, se virem algo estranho, liguem para a polícia", disse.

Apesar dos alertas, Mussuaili afirmou que a população tenta agir normalmente, mas que a situação é muito confusa. "Há a tentativa de regressar à realidade. (...) A polícia dá uma impressão de que domina a situação, mas não domina, porque temos pessoas de origem árabe por todo o lado, ninguém sabe quem é quem. A maioria está integrada, são pessoas que trabalham. Temos tido repórteres muçulmanos que têm feito matérias sobre isso, portanto, há uma tentativa também para que não haja racismo. Mas é complicado: há milhares e milhares de árabes aqui", declarou.