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Metrópole no Oriente Médio: democracia e fortalecimento do Estado Islâmico

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Metrópole no Oriente Médio: democracia e fortalecimento do Estado Islâmico

O correspondente da Rádio Metrópole no Oriente Médio neste fim de ano, André Teixeira, conta o que acompanhou de uma conferência sobre as relações institucionais entre os países da região e o fortalecimento do Estado Islâmico, que vem assumindo a autoria de diversos atentados terroristas pelo mundo. Confira o texto de André: [Leia mais...]

Metrópole no Oriente Médio: democracia e fortalecimento do Estado Islâmico

Foto: Reprodução/KTLA

Por: André Teixeira no dia 02 de dezembro de 2015 às 19:27

O correspondente da Rádio Metrópole no Oriente Médio neste fim de ano, André Teixeira, conta o que acompanhou de uma conferência sobre as relações institucionais entre os países da região e o fortalecimento do Estado Islâmico, que vem assumindo a autoria de diversos atentados terroristas pelo mundo. Confira o texto de André: 

Acompanhamos nesta quarta-feira a conferência "A democracia no Oriente Médio e a Dissolução dos Estados Nacionais da Região", ministrada pelo intelectual israelense Meir Litvak, professor da Universidade de Tel Aviv e um dos mais importantes especialistas do mundo em Conflitos no Oriente Médio. O evento aconteceu na Federação dos Trabalhadores de Israel, em Kfar Sava, cidade localizada no distrito central do país. Segundo Litvak, a crise no mundo árabe possibilitou que três países não árabes se notabilizassem neste século 21: Irã, Turquia e Israel. 

Sobre a Turquia, Litvak afirma que o país não tem só interesse de ser uma potência econômica na região, mas também de recriar o antigo Império Otomano — a dissolução desse império se estende de 1908 a 1922 com a revolução dos jovens turcos. Hoje, por exemplo, há uma aliança entre Irã e a Turquia, apesar da rivalidade estratégica. A Turquia compra gás do Irã, e o Irã é um importante consumidor de produtos manufaturados turcos. Ambos os países se veem como potências regionais. 

A Turquia apoia os sunitas na Síria, os Curdos no Iraque, e tentou também atrair o Hamas (que controla hoje a Faixa de Gaza). Já o Irã disseminou organismos xiitas no Paquistão e no Iraque. Nos últimos dois meses, o país enviou 2 mil soldados do seu exército para lutar na Síria. Até o momento, segundo a imprensa iraniana, 100 soldados e 12 generais já foram mortos. 

Litvak afirmou também que o Estado Islâmico não tem força militar: tem cerca de trinta mil homens. O ISIS, se sobressai, no entanto, porque ataca em distintas partes de forma indiscriminada, e esta é a sua tática. Outra estratégia é a guerra psicológica, quando se utiliza de propaganda para aterrorizar os inimigos. Quem financia o ISIS? Segundo Litvak, a organização terrorista controla poços de Petróleo na Turquia no mercado paralelo e vende restos arqueológicos de antiguidades provenientes do Iraque. 

"E Israel, quantos amigos tem?", perguntaram os jornalistas. De acordo com o historiador, Israel não tem aliados oficiais no Médio Oriente. Tem, no entanto, cooperações militares importantes, como a do Egito, por exemplo. E quantos inimigos? De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o país não tem interesse de entrar em combate com nenhum país do Médio Oriente. Segundo a porta-voz das Forças Armadas, o país quer viver em paz e atua para impedir ações terroristas nas zonas de fronteira. Não há informação sobre o efetivo de Forças Israelenses, seja por mar, terra ou ar. É um segredo estratégico. Mas toda fronteira do país é fortemente segurada para salvaguardar a população civil.