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No banco de reservas: desempregados, políticos baianos terão que buscar trabalho em 2023
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No banco de reservas: desempregados, políticos baianos terão que buscar trabalho em 2023
Acostumados à vida com bufunfa no bolso, carros de luxo e motorista particular, deputados baianos vão ficar desempregados no próximo ano e terão que procurar trabalho

Foto: Sidney Falcão/Metropress
Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 1º de dezembro de 2022
Imagine acordar no primeiro dia do ano sem bufunfa no bolso, sem carro de luxo, sem motorista particular e sem ter aquela galera a tiracolo que te agrada em tudo. Seria um inferno, não é? Mas é com este pesadelo que muitos políticos baianos vão levantar da cama daqui a trinta dias. Não é fácil, vamos admitir!
Um deles é o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos). Depois de preencher o currículo político com os cargos de deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) por 10 anos e chegar à Câmara dos Deputados, Nilo vai ter que entrar naquela famosa "fila do Simm", onde estão milhares de soteropolitanos em busca de emprego. É verdade que ele já está se mexendo. Quer virar conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mas a chance é considerada zero. Tem torcido também para que a deputada federal eleita Rogéria Santos (Republicanos) vire secretária para quem sabe conseguir a vaguinha de suplente lá em Brasília.
Empregado na vida pública desde os 22 anos, o deputado federal Cacá Leão (PP) é mais uma que vai amanhecer em 2023 sem nada no bolso ou nas mãos. A aposta arriscada de ser senador da República lhe rendeu um prejuízo político enorme. Terá que ficar quatro anos sem mandato. "E o que fará neste período?", pergunta o leitor curioso. "Vou ajudar João Leão a tocar o mandato”, tem dito o parlamentar. Mas há quem diga que pode ter uma "boquinha" lá na prefeitura, como secretário. Aguardemos!
A lista de desempregados da política baiana não para aí. Ou melhor. Já que estamos em tempo de Copa do Mundo: têm mais figurinhas que ficarão de fora do álbum em 2023. Entre eles, o deputado federal Josias Gomes (PT). Depois de apanhar feito mala velha de aliados, como secretário de Relações Institucionais, Josias estava acostumado a ouvir pedidos de empregos. Agora terá que buscar um para ele. O seu partido pressiona para que o governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT) nomeie um federal para o secretariado a fim de Josias assumir o mandato.
E o cantor do "tá chegando, chegando embrazando?". Sim, Igor Kannário (União) também estará fora do álbum político de 2023 e vai ter que aumentar os shows a partir do próximo ano. Rompida com o presidente Jair Bolsonaro (PL), a deputada federal Dayane Pimentel (União) perdeu os dedos e os anéis eleitorais neste ano. Agora, vê o risco do marido, Alberto Pimentel, perder o posto de secretário de Governo na prefeitura soteropolitana.
Muitos políticos que queriam voltar a ter mais "dindin" no bolso, carro de luxo e bajuladores no próximo ano também vão ter que lidar com o duro desafio enfrentado por milhões de brasileiros diariamente que é procurar emprego. É o caso de Benito Gama (PP). O homem, que já sonhou ser governador da Bahia, foi secretário estadual, deputado federal e presidente de partido, somou apenas 5 mil votos na disputa pela Câmara neste ano. Tempos difíceis!
Preciso de emprego!
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o número dos que ficarão desocupados também é grande. O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), que já foi o vereador de Salvador mais votado, não conseguiu renovar o mandato. O tucano encerra a vida política no Legislativo baiano tendo tido apenas um mandato.
Agora, imaginem quem estava habituado ao "bem bom" do Legislativo por mais uma década e terá que acordar tendo que ralar na procura por trabalho. Neusa Cadore (PT), que tinha quatro mandatos, é uma delas. Com três mandatos, Marcelino Galo (PT) e Pastor Ubaldino (PDT) também estão na lista dos desempregados a partir do próximo ano.
Famoso por liderar a greve de policiais militares e criar tumulto no estado, Soldado Prisco (União) não teve o apoio da sua tropa este ano. Só não ficará sem emprego porque poderá voltar para o quartel e bater continência, mas não terá mais as mordomias da AL-BA.
E Mirela Macedo? A deputada que um dia foi vice-prefeita de Lauro de Freitas, renunciou, assumiu o mandato na Assembleia, rompeu com o grupo do governador Rui Costa (PT) e agora ficou sem nada. Até se reconciliou politicamente com o ex-marido, o empresário Teobaldo Costa, mas não deu.
Quem vive de política já sabe que, a cada quatro anos, tem que contar com uma sortezinha e a ajuda do povo para ter emprego. Mas nem sempre é possível!
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