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Troféu piores do ano: quem foi denunciado mais vezes no Jornal da Metropole?
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Troféu piores do ano: quem foi denunciado mais vezes no Jornal da Metropole?
Cartórios de registro de imóveis, Acelen e Coelba foram protagonistas destas páginas ao longo de 2022

Foto: Reprodução
Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 29 de dezembro de 2022
No clima do ‘Melhores do Ano’ que a Globo exibiu no domingo de Natal, o Grupo Metropole resolveu fazer sua própria premiação. Melhores jornalistas e locutores? Não. Diferente da emissora, decidimos elencar os maiores protagonistas destas páginas de jornal em um pódio. Troféu de ouro para o primeiro lugar, prata para o segundo e bronze para o terceiro.
Vamos às regras: concorrem todas as pessoas e órgãos públicos ou privados que foram denunciados nessas páginas. O critério de classificação é simples: a gente gosta de morder o calcanhar de quem faz besteira, e quem faz muita besteira aparece aqui mais vezes. Ganha aquele que estampou as páginas do Jornal da Metropole mais vezes como alvo de denúncia.
Troféu de ouro registrado em cartório
Em primeiro lugar, com folga, vencem os cartórios de registro de imóveis de Salvador. Desde janeiro, foram oito matérias do Jornal da Metropole dedicadas a denúncias contra os cartórios, que estão privatizados há 11 anos. Os corretores reclamam que a privatização não significou melhoria no serviço prestado. Como cada cartório atua em uma determinada região da cidade, não há concorrência entre eles, o que coloca todos em uma situação de “Meu reino, minhas regras”.
As queixas de usuários e corretores são tão recorrentes que fizeram Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci- -BA) pedir providências para a Corregedoria Geral de Justiça, órgão responsável por fiscalizar a atuação dos cartórios. Segundo a entidade, as principais reclamações são a falta de atendimento e orientação aos usuários, além do não cumprimento dos prazos. “Agem como se fossem reis”, afirmou um corretor entrevistado pelo JM no dia 20 de janeiro.
Em março, denunciamos que o 1º Registro de Imóveis (RI) de Salvador exigiu o número de CPF de pessoas que morreram antes da criação do documento para liberar a escritura da Ordem Terceira de São Francisco, no Pelourinho. No início daquele mês, o telhado da igreja caiu em decorrência das fortes chuvas. A ordem religiosa, responsável pela manutenção da igreja, entretanto, esbarra na exigência feita pelo cartório.
Em abril, a Corregedoria Geral abriu uma sindicância para apurar as denúncias trazidas neste jornal. Entre os investigados estão os titulares do 3º Ofício de Registro de Imóveis (Matatu); 1º Ofício (Pituba); 6º Ofício (Barra) e 2º Ofício (Comércio).
Em julho, a presidente da OAB da Bahia decidiu criar uma comissão específica para apurar a conduta na administração destes espaços devido à quantidade de denúncias. Infelizmente o nosso presente simbólico não pôde ser avisado aos cartórios, uma vez que não nos respondem. Mas esperamos que essa matéria chegue a eles. Parabéns pela conquista!
Petróleo de prata
Em segundo lugar, com pelo menos seis denúncias, a Acelen leva nosso troféu de prata simbólico. Em um ano marcado pelos altos preços dos combustíveis, não poderia ser diferente. A primeira denúncia, em março, apontava que enquanto a Petrobras estava há 57 dias sem aumentar o preço dos combustíveis, a Acelen já havia feito cinco reajustes neste mesmo período. Naquele mês, a gasolina vendida por ela já era 27% mais cara do que a comercializada no restante do Brasil.
A Petrobras vendeu no ano passado a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, para o Mubadala Capital, dos Emirados Árabes. O Mubadala criou a empresa Acelen para operar a refinaria. Informada do prêmio, a Acelen afirmou que os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, que levam em consideração variáveis como custo de petróleo, adquiridos a preços internacionais, dólar e frete. A empresa ressalta que tem política de preços transparente.
Bronze para a energia
No terceiro lugar do nosso pódio está a Coelba. Troféu de bronze! Mas ela já ganhou ouro em outro lugar. Cobranças indevidas e serviços não fornecidos colocaram a companhia de eletricidade como a empresa que mais motivou clientes a prestar queixa no Procon, em 2021. As reclamações e a ineficiência são tantas que foi protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a CPI da Coelba — que contou com a morosidade dos deputados estaduais para nunca ser iniciada de fato.
Informada sobre o prêmio, a Neoenergia Coelba reconheceu a “importância da Metropole para o debate construtivo em prol da sociedade baiana” e reforçou que “vem melhorando continuamente os seus indicadores de qualidade, consequência dos investimentos recordes realizados pela distribuidora”. De janeiro a setembro de 2022, a empresa afirma que aportou mais de R$ 2 bilhões em obras estruturantes e novas ligações.
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