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De Paripe ao Pelourinho, Macaco Gordo aposta em transmissão itinerante e mergulha no São João de Salvador

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De Paripe ao Pelourinho, Macaco Gordo aposta em transmissão itinerante e mergulha no São João de Salvador

Com mais de 50 profissionais envolvidos, projeto percorreu quatro polos da capital e levou para os festejos juninos a irreverência que já virou marca da produtora

De Paripe ao Pelourinho, Macaco Gordo aposta em transmissão itinerante e mergulha no São João de Salvador

Foto: Reprodução/Macaco Gordo

Por: Duda Matos no dia 25 de junho de 2026 às 10:00

Matéria originalmente publicada no Jornal Metropole na edição de 25 de junho de 2026

Há quem diga que toda boa festa junina precisa de sanfona, licor e uma boa companhia. A Macaco Gordo resolveu reunir tudo isso e muito mais no terceiro ano da transmissão do São João da Macaco. Ao longo de seis dias, a produtora percorreu Salvador ao ritmo do forró e da irreverência capaz de embalar uma cobertura única pelos quatro cantos da cidade.

Entre clássicos do forró, resenhas, encontros inesperados e brindes com licor, o projeto percorreu Paripe, Itapuã, Pelourinho e Santo Antônio Além do Carmo em uma espécie de arrasta-pé itinerante. 

À frente da maratona junina, Matheus Buente, Goka Maciel, Dinho Júnior, Val Benvindo, Kamille Martinho e Julia Lordelo conduziram a programação com a espontaneidade que o público já aprendeu a reconhecer. Sem se limitar aos palcos, as equipes circularam entre o povo — a famosa transmissão sensorial —, acompanharam os bastidores e entraram no clima junino.

Do Subúrbio ao Centro

Logo nos primeiros dias de festa, Paripe mostrou que não estava disposto a ser coadjuvante. O bairro do Subúrbio Ferroviário reuniu uma multidão e se consolidou como um dos pontos mais movimentados da programação na capital, onde a resenha é garantida. Entre um forró e outro, artistas passaram pelos microfones da equipe da Macaco.

Antes de subir ao palco, Saulo Fernandes abriu espaço para falar sobre as músicas que considera indispensáveis em qualquer São João, como “Amor ou Paixão”, de Eliane, e “Pagode Russo”, de Luiz Gonzaga. 

Acompanhado de sua sanfona, o cantor Mestrinho voltou ao Pelourinho depois das gravações do “Dominguinho 2” e compartilhou a emoção de reencontrar o Centro Histórico tomado pelas bandeirolas e pelo forró. 

No Pelô, os largos decorados e o público cantando em coro deram o tom das noites. Quando o Falamansa subiu ao palco, bastaram os primeiros acordes de "Confidência" para fazer o Centro Histórico se transformar em máquina do tempo. 

Saudade assim é bom

Sob as lentes e microfones da Macaco, a nostalgia também tomou conta do público quando a banda Canários do Reino levou ao palco um repertório daqueles que dispensam apresentação, com “Rancheira” na comissão de frente. Já Luan Estilizado emocionou o público, em casa e nas ruas, ao interpretar a clássica "Saga de um Vaqueiro". 

Com mais de 50 profissionais na pista, a Macaco Gordo acompanhou em Salvador a celebração de uma das mais importantes festas do Nordeste, com a irreverência de sempre. Quando a fogueira se apaga, o São João se encerra, mas algumas histórias estão longe de terminar. 

O São João da Macaco contou com o patrocínio do Governo da Bahia e da ITS Brasil.