Quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Justiça

MP pede prisão preventiva de acusado por tentativa de feminicídio contra a médica Sáttia Lorena

O também médico Rodolfo Cordeiro Lucas (foto) foi denunciado pelo MP pelo crime de tentativa de feminicídio contra Sáttia (esq)

MP pede prisão preventiva de acusado por tentativa de feminicídio contra a médica Sáttia Lorena

Foto: Reprodução Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 04 de agosto de 2021 às 19:56

O Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça Davi Gallo, requereu hoje, dia 4, que a Justiça decrete a prisão preventiva do médico Rodolfo Cordeiro Lucas pela tentativa de homicídio da médica Sattia Lorena Patrocínio Aleixo no dia 20 de julho de 2020, em Salvador. Rodolfo Cordeiro foi denunciado pelo MP por crime de feminicídio na modalidade tentada, em razão do denunciado ter praticado as agressões físicas contra sua então companheira por razões de condições do sexo feminino, decorrente de violência doméstica e familiar.

Haverá coletiva de imprensa presencial amanhã (5), às 10h, na sede do Ministério Público estadual, no bairro de Nazaré, em Salvador. O evento contará com teletransmissão. 

Segundo a  denúncia, no dia 20 de julho do ano passado, por volta das 00h30, Rodolfo Cordeiro,  após agredir fisicamente sua então companheira Sattia Lorena, empurrou-a na direção da janela do quarto do casal do apartamento residencial situado no 5º andar do Edifício Serra do Mar, no bairro de Jardim Armação.

Conforme o documento,  o acusado teria forçado que as mãos da médica que a mantinha dependurada na janela se soltassem, o que provocou sua queda de uma altura de 15,5 metros, causando-lhe graves ferimentos.

O promotor de Justiça Davi Gallo ressaltou que o motivo do crime foi torpe, pois a “ação criminosa foi precedida de ameaças pelo agressor em face da vítima, reiterados momentos antes do desfecho trágico, e as quais decorreram do sentimento de posse e da não aceitação da ruptura do relacionamento pelo agressor”.

Ele complementou que a vítima não teve qualquer chance de defesa, pois foi enforcada e agredida pelo denunciado, desvencilhando-se em determinado momento e permanecendo em pé em cima da cama do quarto do casal. Nesse momento, acuada, teria sido empurrada pela janela e tido suas mãos desprendidas pelo denunciado do local que apoiava quando tentava se segurar, caindo em seguida. 

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