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Moraes barra inquéritos da PF e do Cade para investigar institutos de pesquisa

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Moraes barra inquéritos da PF e do Cade para investigar institutos de pesquisa

Moraes, no entanto, determinou que a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral investiguem eventual prática de abuso de poder político

Moraes barra inquéritos da PF e do Cade para investigar institutos de pesquisa

Foto: Reprodução/ Antônio Augusto/ Secom/ TSE

Por: Metro1 no dia 14 de outubro de 2022 às 08:58

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, decidiu barrar os inquéritos que investigariam a atuação de institutos de pesquisas. Os inquéritos seriam instaurados pela Polícia Federal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) , mas Moraes alegou “incompetência absoluta” para uma apuração do tipo durante o período eleitoral. No despacho assinado nesta quinta-feira (13), o ministro usou também como justificativa a ausência de justa causa.

Moraes determinou ainda que a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral investiguem eventual prática de abuso de poder político no uso dos órgãos administrativos, com uma possível intenção de favorecer determinada candidatura.

As investigações contra institutos de pesquisa foram desencadeadas após o resultado do primeiro turno, como parte de uma ofensiva de aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com ele, o objetivo é apurar as divergências registradas entre os levantamentos e o resultado apurado nas urnas.

Na última quinta-feira (13), o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, enviou um ofício à Superintendência-Geral do órgão pedindo a abertura de uma investigação contra institutos de pesquisa. Ele afirma que os institutos podem ter atuado como um cartel para "manipular" as eleições. Cordeiro é ligado ao ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira.

No mesmo dia, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar institutos de pesquisas eleitorais. A apuração foi solicitada pelo ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres.