Quarta-feira, 06 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Justiça

/

Entenda caso de juízes investigados por esquema de agiotagem, corrupção, grilagem de terras na Bahia

Justiça

Entenda caso de juízes investigados por esquema de agiotagem, corrupção, grilagem de terras na Bahia

Três magistrados chegaram a se colocar como donos de 101 matrículas de casas e terrenos em praias paradisíacas

Entenda caso de juízes investigados por esquema de agiotagem, corrupção, grilagem de terras na Bahia

Foto: Reprodução/Globo

Por: Metro1 no dia 26 de agosto de 2024 às 10:13

Atualizado: no dia 26 de agosto de 2024 às 13:51

Três juízes do Tribunal de Justiça da Bahia foram afastados dos cargos por suspeita de grilagem de terras, corrupção e agiotagem em Porto Seguro, no sul da Bahia. O caso foi detalhado neste domingo (25), por uma reportagem especial do Fantástico, da Globo.

Nesta segunda-feira (26), a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Cynthia Pina Resende, comentou o caso

O grupo, que ficou conhecido como Liga da Justiça, emitia, segundo a Corregedoria-Geral da Justiça, documentos fraudulentos se colocando como proprietários de terrenos que já tinham dono, em regiões de praias famosas no mundo inteiro. O esquema ficava encoberto porque um dos juízes envolvidos era o responsável por fiscalizar os atos desse cartório.

Segundo a reportagem, juntos, os três se colocaram como donos de 101 matrículas de casas e terrenos em praias paradisíacas. Em uma delas, eles estão construindo um condomínio de luxo. Os magistrados são Fernando Machado Paropat, André Marcelo Strogenski, Rogério Barbosa de Sousa e Silva. Além deles, um promotor, empresários, advogados e um secretário do município são suspeitos. 

A defesa de Fernando Paropat nega a conduta e afirma que as notícias têm informações prematuras e inverídicas, que qualquer conclusão será apenas especulação temerária. Já os advogados de Rogério Barbosa afirmam que ele nunca atuou em processos imobiliários na vara cível de Porto Seguro e que seu afastamento não tem relação a fato ligado ao exercício da magistratura e que ele nunca. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de André Strogenski.