
Justiça
Entenda caso de juízes investigados por esquema de agiotagem, corrupção, grilagem de terras na Bahia
Três magistrados chegaram a se colocar como donos de 101 matrículas de casas e terrenos em praias paradisíacas

Foto: Reprodução/Globo
Três juízes do Tribunal de Justiça da Bahia foram afastados dos cargos por suspeita de grilagem de terras, corrupção e agiotagem em Porto Seguro, no sul da Bahia. O caso foi detalhado neste domingo (25), por uma reportagem especial do Fantástico, da Globo.
Nesta segunda-feira (26), a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Cynthia Pina Resende, comentou o caso.
O grupo, que ficou conhecido como Liga da Justiça, emitia, segundo a Corregedoria-Geral da Justiça, documentos fraudulentos se colocando como proprietários de terrenos que já tinham dono, em regiões de praias famosas no mundo inteiro. O esquema ficava encoberto porque um dos juízes envolvidos era o responsável por fiscalizar os atos desse cartório.
Segundo a reportagem, juntos, os três se colocaram como donos de 101 matrículas de casas e terrenos em praias paradisíacas. Em uma delas, eles estão construindo um condomínio de luxo. Os magistrados são Fernando Machado Paropat, André Marcelo Strogenski, Rogério Barbosa de Sousa e Silva. Além deles, um promotor, empresários, advogados e um secretário do município são suspeitos.
A defesa de Fernando Paropat nega a conduta e afirma que as notícias têm informações prematuras e inverídicas, que qualquer conclusão será apenas especulação temerária. Já os advogados de Rogério Barbosa afirmam que ele nunca atuou em processos imobiliários na vara cível de Porto Seguro e que seu afastamento não tem relação a fato ligado ao exercício da magistratura e que ele nunca. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de André Strogenski.
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