
Justiça
"Hoje já fiz o que tinha que fazer", diz Moraes após mandar Bolsonaro para a Papudinha
Transferência do ex-presidente para a Papuda foi motivada pela solicitação da defesa por “prisão domiciliar humanitária”

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Poucas horas após decidir transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro da superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar, chamado de Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre a decisão em um evento na zona sul de São Paulo.
Em tom de brincadeira, Moraes disse que os discursos anteriores ao dele não respeitaram a duração de três minutos e, por isso, ele havia cogitado “tomar algumas medidas”. Na sequência, mencionou a decisão tomada mais cedo: “Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer”.
Transferência de Bolsonaro
O que levou o ministro a determinar a transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, foi a solicitação da defesa por “prisão domiciliar humanitária.”
A mudança, segundo Moraes, vai permitir que o ex-presidente tenha condições mais flexíveis de custódia. “A transferência possibilitará o início imediato da intervenção fisioterapêutica requerida pela Defesa que, segundo seus médicos, precisa ser realizada no início da noite, o que não é possível na Superintendência da Polícia Federal, em virtude das condições administrativas e de segurança, mas será plenamente viável no novo local do custodiado”, esclareceu o ministro.
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