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Toffoli confirma sociedade em resort, mas nega ter recebido valores de Vorcaro

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Toffoli confirma sociedade em resort, mas nega ter recebido valores de Vorcaro

PF enviou relatório ao STF mencionando possível suspeição do ministro

Toffoli confirma sociedade em resort, mas nega ter recebido valores de Vorcaro

Foto: ASCOM/STF

Por: Metro1 no dia 12 de fevereiro de 2026 às 12:25

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli confirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira (12), que o magistrado é sócio da empresa familiar Maridt, que teve participação no resort Tayayá, no Paraná, mas negou ter recebido qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por suspeitas de fraudes financeiras.

Toffoli é relator do inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o banco, incluindo a tentativa de venda da instituição ao BRB. A manifestação ocorre após a Polícia Federal (PF) encaminhar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório que menciona o nome do ministro em conversas extraídas do celular de Vorcaro.

Segundo o texto, a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados integrem o quadro societário de empresas e recebam dividendos, desde que não exerçam atos de gestão. A participação da Maridt no resort foi vendida em duas etapas: parte ao fundo Arllen, em setembro de 2021, e o restante à PHD Holding, em fevereiro de 2025. As operações, de acordo com o gabinete, foram devidamente declaradas à Receita Federal.

A nota também destaca que o inquérito do Banco Master chegou ao STF em novembro do ano passado, quando a empresa da família já não detinha participação no empreendimento.

Por fim, o ministro afirma que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com Daniel Vorcaro e que nunca recebeu valores dele ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. Em manifestação anterior, o gabinete sustentou ainda que a Polícia Federal não possui legitimidade para requerer a suspeição de ministros do Supremo.