
Justiça
CNJ divulga que 126 magistrados sofreram pena de aposentadoria compulsória nos últimos 20 anos
O ministro do STF Flávio Dino reforçou perda de cargo como pena máxima aos magistrados

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Um total de 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos últimos 20 anos. O balanço, que engloba desde 2006 até 25 de fevereiro de 2026, foi divulgado nesta segunda-feira (16), na mesma data em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, reforçou proibição à aposentadoria compulsória como pena máxima a magistrados por violações disciplinares.
O texto da Constituição, alterado em 2019, define que os magistrados devem ser punidos com a perda de cargo, não um afastamento remunerado. Apesar disso, instituições de justiça seguiram concedendo aposentadorias compulsória como penalidade para condutas graves dos magistrados.
"Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia-Geral da União", afirmou o ministro Flávio Dino.
Dino anulou, nesta segunda-feira (16), uma decisão do CNJ que havia afastado um magistrado mantendo sua remuneração e ordenou a reavaliação do caso pelo órgão.
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