
Justiça
Cármen Lúcia relata ataques machistas e pressão para deixar o STF
Ministra destaca ameaças, machismo e momento de tensão na Corte

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, na segunda-feira (14) que recebe diariamente ofensas machistas e que familiares a aconselham a deixar o cargo. A declaração foi feita durante palestra promovida pelo Instituto FHC, em São Paulo, onde também mencionou que ataques e ameaças podem desestimular magistrados a aceitarem uma vaga na Corte.
“Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou.
Ao abordar o cenário atual, a ministra reconheceu um momento de tensão e questionamento sobre o Supremo, mas afirmou que sua atuação é pautada na lei. Ela ressaltou seu compromisso com a imparcialidade, mencionando que já tomou decisões contrárias a interesses pessoais. Recentemente, também revelou ter sido alvo de ameaça de bomba com a intenção de matá-la.
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