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Deolane vira ré em ação que investiga esquema de lavagem de recursos do PCC

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Deolane vira ré em ação que investiga esquema de lavagem de recursos do PCC

Influenciadora terá dez dias para apresentar defesa após decisão da Justiça paulista

Deolane vira ré em ação que investiga esquema de lavagem de recursos do PCC

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 18 de junho de 2026 às 11:54

Atualizado: no dia 18 de junho de 2026 às 11:57

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Com a decisão, ela se torna ré no processo e terá prazo de dez dias para apresentar sua defesa formal à acusação.

A medida também atinge outras pessoas apontadas pela investigação, entre elas Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder da facção, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior e Everton de Souza, identificado como operador financeiro do grupo. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista.

A ação é resultado da Operação Vérnix, que apura o uso de uma empresa de transporte supostamente criada para movimentar e ocultar recursos de origem ilícita. A investigação levou à prisão de Deolane e de Everton de Souza. Foram denunciados também, Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que seguem foragidos.

Em manifestação divulgada após o oferecimento da denúncia, a defesa de Deolane sustentou que ela não integra qualquer organização criminosa e não praticou irregularidades, afirmando que a inocência será demonstrada ao longo da tramitação do processo.

O advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, de seu irmão e dos sobrinhos, declarou que pretende demonstrar a inconsistência das acusações. Segundo ele, tanto Marcola quanto Alejandro estão presos e submetidos a rígidas restrições de comunicação, o que inviabilizaria qualquer participação nos fatos investigados. A defesa também afirma que Leonardo Alexsander e Paloma rejeitam  as acusações e apresentarão documentos para comprovar a legalidade das operações financeiras analisadas.

O promotor de Justiça responsável pela denúncia, Lincoln Gakiya, afirmou para a Folha que as investigações identificaram uma relação próxima entre Deolane e integrantes da família Camacho. Segundo ele, há indícios de que a influenciadora teria disponibilizado contas bancárias utilizadas para movimentações financeiras ligadas ao grupo criminoso, versão negada por seus advogados.

Durante a audiência de custódia realizada após sua prisão, Deolane afirmou que foi detida em razão de sua atuação como advogada. Em depoimento, declarou que a investigação tem origem em fatos ocorridos entre 2019 e 2020 e citou um depósito de R$ 24 mil feito por um cliente que, segundo ela, estava sendo acompanhado juridicamente.